"Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é. Mas porque a amo, e amo-a por isso: Porque quem ama nunca sabe o que ama... Nem porque ama, nem o que é amar..."

quarta-feira, abril 19, 2017

Filhota descobrindo o ECO (vídeo antigo)

Gente, eu não sou muito de postar fotos/ vídeos da minha filha...
Mas, ela tem uns videos tão fofos, e é tão fofa que eu queria compartilhar um pouco!!!

Olha só ela descobrindo que uma caixa de brinquedo faz "eco"...
Esse vídeo é velho, ela tinha quase 1 ano (ela acabou de fazer 3 anos em março).


Por: Lindsay Kaori Furuta
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terça-feira, abril 18, 2017

Tofu feito em casa!!

Tofu feito em casa

Quem só viu tofu nos pratos de restaurantes ou nas lojinhas de alimentos japas, fica boba pensando como aqueles grãozinhos redondinhos de soja se transformam naquela coisa molenga, branquinha e deliciosa. É quase um milagre! Fazer tofu é uma daquelas coisas lavoisieranas da cozinha.

Gente, tofu caseiro comido fresco não tem igual! Eu me esbaldo mesmo! Quando faço aqui em casa, costumo comer só com shoyu, às vezes também entra um gengibre ralado ou wasabi (raiz forte), para aproveitar o sabor e a textura como se deve. Vai por mim: se é a primeira vez que você vai fazer e se você pensa que vai preparar algum prato (uma sopinha, um cozidinho) com seu primeiro tofu, tsc, tsc, tsc, é melhor comprar um pronto na loja, porque o que você fez com suas próprias mãozinhas, você vai cair de boca, consumir do jeito que está mesmo.

Bom, tem gente que não gosta, que acha insosso e sem graça, mas é uma questão de se habituar. Como eu comia isso desde meus tenros e remotos anos, fica difícil dar minha opinião, mas um bom incentivo ao consumo do tofu é uma comparação básica com o queijo minas. O tofu é tão insuportavelmente saudável e magro que, se você levar muito a sério a comparação, o seu imaculado queijinho do dia-a-dia vai ser execrado como o alimento gordo do mal. E é por isso que o tofu e os derivados de soja em geral são o supra-sumo das culinárias naturebas e dos regimes insanos. Sem falar que é uma boa fonte não-calórica e não-gordurosa de proteínas. O leite da soja é praticamente um suquinho dos ursinhos Gummi, te dá aquela energia para passar ilesa e saltitante por reuniões malas, chefes estressados ou vizinhos que só sabem ouvir a dança do créu.

Para as não-iniciadas: não é difícil e não precisa ter nenhuma habilidade excepcional. Há muitas etapas e é preciso atenção no passo-a-passo. Faz sujeirinha, mas como tofu é 100% gordura-free, fica fácil limpar. Eis a recôndita fórmula mágica:

Você vai precisar de:

- 1 xícara de chá de soja
- 1,2 L de água filtrada ou mineral
- 1 colher de sobremesa rasa de nigari* (cloreto de magnésio) ou sal amargo (sulfato de magnésio), facilmente encontrado em farmácias. Há ainda a possibilidade de usar limão ou vinagre, mas nunca tentei e não sei dizer se o resultado é o mesmo.
- 1 molde com tampa para tofu**. Se não tiver pode ser uma peneira, cesto de bambu, molde para queijo ou ainda embalagem de leite longa vida cortado ao meio e furado nas laterais e no fundo. Aqui uso caixa de leite, pois acho que todos têm em casa. Se o seu molde não tiver tampa, é preciso improvisar uma do mesmo formato para prensar o tofu. Uso aqui pequenos tacos de madeira como tampa.
- tecido limpo (pode ser pano de prato, saco de algodão alvejado ou um tecido próprio para se fazer queijos. Atente para a trama do tecido, que não pode ser muito aberta).
- peso para prensar o tofu (minha avó costumava manter uma pedra limpa na cozinha para fazer conservas. Ela usava envolta em papel alumínio, é uma boa dica).

* esse é o coagulante tradicionalmente usado no Japão, mas é um tanto difícil de se encontrar. Você pode tentar em farmácias ou em alguma loja de produtos químicos.
**No Japão, usa-se uma caixa de madeira própria para se fazer tofu, geralmente feita com cipreste.

Como fazer:

1. Lave bem os grãos de soja. Deixe de molho de um dia para o outro (entre 8 e 10 horas) em temperatura ambiente.

2. Escorra a água e divida os grãos em 2 porções. Bata uma porção no liqüidificador com a metade da água. Repita a operação com a outra metade dos ingredientes.

3. Passe para uma panela grande e cozinhe por 20 a 25 minutos em fogo brando (é bom ficar de olho, pois o volume aumenta com a fervura e pode transbordar).

4. Espere amornar e coe no tecido. Você acaba de obter o leite da soja e o okará, o bagaço que sobrou da drenagem. Guarde o okará, que é uma boa fonte de fibras e proteínas e é bem versátil. Pode ser usado para fazer bolos, pães, panquecas, biscoitos e uma infinidade de pratos. Este é o okará:

5. Leve o leite de soja ao fogo novamente para elevar um pouco a temperatura, sem deixar ferver.

6. Dissolva o coagulante em meia xícara de água morna. Acrescente ao leite. Misture bem.

7. Quando começar a coagular, deixe em repouso por 20 a 25 minutos. Este é o aspecto do leite de soja coagulado:

8. Forre o molde para tofu com o tecido (aqui uso caixa de leite longa vida). Despeje delicadamente o leite coagulado e dobre o tecido sobre ele. Prense com a tampa (se não tiver, pode ser algum objeto plano embrulhado em papel alumínio). Coloque um peso por cima para drenar bem o soro. Deixe de 20 a 30 minutos dependendo da consistência que você quer dar ao seu tofu. Quanto mais tempo, mais firme será seu tofu.

9. Coloque o molde em água gelada por alguns minutos. Retire o tecido e desenforme.

10. Guarde o tofu coberto com água num recipiente tampado e na geladeira.

Está pronto o seu Tofu!!!

fonte: Tofu Blog

Por Lindsay
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segunda-feira, abril 17, 2017

Franjas - Como usar?


As franjas são companheiras na hora de mudar o look. Muitas mulheres, quando se veem cansadas de um determinado estilo, cortam a franja, e de repente tudo parece diferente. Não há restrições para uso da franja, mas alguns cuidados são importantes para que não haja arrependimentos depois. Antes de cortá-la é preciso ter atenção no formato do seu rosto e no tipo do seu cabelo. Se você acha lindo, mas nunca cortou uma franja por medo de não ficar bom, fique atenta a algumas dicas:

As franjas normalmente têm 3 comprimentos diferentes. A franja curta tem os fios cortados no meio da testa e apresenta bastante volume. A média tem os fios na altura da sobrancelha e pode também ser cortada em diagonal, e as longas são os versáteis franjões, cortados na altura do queixo em diagonal. Se a mulher fica enjoada do visual, é possível prendê-la junto ao cabelo em um coque ou rabo de cavalo.

A franja tem o poder de valorizar os seus traços quando é cortada respeitando o formato do seu rosto. Preste atenção nos tipos de rosto descritos abaixo:

ROSTO OVAL
O rosto oval é ideal para franjas, pois elas se enquadram bem nesse formato de rosto. Como a testa é arredondada, assim como as linhas das têmporas e do queixo, as franjas mais indicadas são as retas ou laterais, porque dão a impressão do rosto não ser tão longo. Se você tem o rosto oval ou a testa muito curta prefira as franjas mais curtas.

ROSTO QUADRADO
Pessoas com o tipo muito quadrado devem optar por franjas mais longas, em formato oval, para que o rosto fique harmonizado. Para os rostos retangulares e longos uma boa opção são as franjas na altura dos olhos de preferência bem desfiada.

ROSTO REDONDO
Assim como o rosto muito quadrado a dica é optar por franjas mais longas para harmonizar as formas, de preferência na diagonal.

ROSTO TRIANGULAR
No rosto triangular a mandíbula é bastante evidente, a região da testa é estreita e as têmporas não são muito aparentes. Assim, as franjas ajudam a diminuir esse aspecto criando a impressão de mais área nessa região, suavizando a evidência da mandíbula.

ROSTO LONGO
Pessoas que tem o rosto longo devem apostar nas franjas longas, pois elas dão a impressão de diminuição do comprimento do rosto.


Antes de escolher, entenda como é feito cada corte de franja

Franja Desfiada: Os fios podem ser desfiados em todos os formatos. Isso ajuda a suavizar o movimento, dando um ar mais moderno para a franja.

Franja Cheia: É farta e esconde totalmente a testa, começando do meio da cabeça. É uma ótima opção para quem possui bastante cabelo.

Franja Desestruturada: É um tipo de corte que combina para quem usa franja longa e desfiada, pode ser usada na diagonal ou bem dividida ao meio.

Franja Falsa: É um tipo com poucos fios, que podem dar equilíbrio aos traços do rosto sem tanta definição de franja.


#Fica Dica
Se você tem um cabelo muito volumoso, o aconselhavel é que você possua uma franja maior, pois assim ela não ficará para cima.
Eu mesma tenho um cabelo um pouco ''rebelde'', e quando eu era mais, cortei minha franja bem curtinha. Resultado: Ela ficava sempre para cima, sendo que só ficava bonita quando eu fazia escova. Porém fazer escova todo dia não dá, né?
Mas se mesmo assim você prefirir uma franja curta, saiba que existem alguns tratamentos e cremes para cabelos crespos e ondulados que prometem domar os fios, deixando eles menos volumosos.

Lembre-se que as franjas exigem maior cuidado com o visual para que ele não fique com aspecto descuidado. E nunca escute amigos e parentes a respeito de cortar a sua franja em casa, pois há o risco de cortar demais, e uma franja mal cortada pode deixar seu rosto desarmonioso. Prefira SEMPRE o auxílio de um profissional.


Fontes:
123

Por: Lindsay Kaori Furuta
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domingo, abril 16, 2017

Como cuidar dos Cabelos no Outono

Como cuidar dos Cabelos no Outono
Todas nós sabemos que o cabelo é a moldura do rosto, por isso, necessita de cuidados especiais diários para tratar e, principalmente, prevenir os danos causados aos cabelos no Outono. 

Para cuidar dos cabelos, precisamos estar atentas ao tipo de cabelo que temos:
*Cabelos com relaxamento, progressiva, coloração, enfim cabelos que estejam danificados necessitam de alguns cuidados para mantê-los com brilho, elasticidade e macios. Por isso, utilize produtos com propriedades de nutrição para que possamos proteger. 
* Cabelos Oleosos necessitam de cuidados especiais, onde devemos sempre utilizar shampoo e condicionador adequados a este tipo de cabelos para evitar uma possível queda.
*Cabelos Secos necessitam de shampoo que devolvam a maciez, elasticidade, e diminuam o volume e reduzir a aspereza do toque nos cabelos domando os fios de cabelos com produtos altamente nutritivos.

Cuidados especiais ao lavar os cabelos:
*Ao lavar os cabelos massagear muito bem com a “batatinha” dos dedos em movimentos circulares em todo o couro cabeludo evitando usar as unhas para não ferir o couro cabeludo.
*Evite a água quente, comum nesta época do ano, pois estimula a produção de oleosidade, podendo favorecer a queda dos cabelos e o ressecamento. Utilize a água morna ou fria.
Com todos estes cuidados e conhecendo o nosso cabelo, com certeza teremos um cabelo BONITO.
Vale a pena lembrar que “Quando se cuida com critério o resultado é garantido”. (Yasmim Mourad – Química e Supervisora Técnica da Polla Rennon.)

E as Tendências??? De acordo com a Folha de São Paulo, 
Tendência para Outono-Inverno é cabelo com ar romântico!

Com o fim do verão e a chegada do outono, mulheres interessadas em se manter na moda buscam mudar o visual de seus cabelos. Uma das tendências para a estação outono-inverno é um corte e penteado que deixam as madeixas com um ar natural e romântico, mas sem perder o toque sofisticado.
É o que mostram os catálogos de beleza que acabam de chegar aos salões, segundo o cabeleireiro da rede francesa Jean Louis David, Ricardo Heleno.
 


"Simplicidade é a palavra-chave da nova estação. Os penteados são simples, mas chiques. A maquiagem é leve. É um visual de uma mulher moderna que vai passar o final de semana em uma casa de campo. Há um clima bucólico no ar", afirma Heleno, que atende principalmente mulheres executivas no salão no Itaim (zona sul de São Paulo).
Para resumir a imagem da mulher na nova estação, ele cita o filme "Orgulho e Preconceito". Essa produção fez surgir uma nova musa na indústria do cinema, a atriz inglesa Keira Knightley, que foi indicada ao Oscar de melhor atriz. Hoje ela virou uma referência para as mulheres na hora de escolher seu penteado.

"Keira Knightley é a new face do momento. Ela está em todas as revistas estrangeiras. A grife Chanel já mostrou interesse de contratá-la como garota-propaganda. As clientes mais antenadas estão pedindo muito o corte que ela usa no filme --os cabelos presos, mas descontraídos, mostrando feminilidade e um aspecto poético", afirma o cabeleireiro do Jean Louis David.
 

Por: Lindsay Kaori Furuta
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sábado, abril 15, 2017

Renove suas sapatilhas com todo glamour!

Que as sapatilhas são super versáteis e confortáveis todo muito sabe. O que nem todos sabem é como reaproveitar aquela sapatilhazinha velhinha, batida, que desbotou com o tempo.... Sendo ela de tecido ou couro é fácil reciclar!

O que você vai precisar:
Glitter, cola própria para artezanato e uma sapatilha velha ou nova daquelas que vendem bem baratinho nas lojas de departamentos ou camelô mesmo!
Para os Puffs, sobra de tecidos, retalhos.... e um pedacinho de velcro

1. Se ela possuir algum infeite, arranque-o!

2. Aplique generosamente a cola com um pincel por toda sapatilha

3. Espalhe glitter por toda cola

4. Continue jogando o glitter até cobrir toda sapatilha.
Deixe o glitter secando por 15~20 minutos

5. Em seguida aplique mais uma camada da cola artezanal para 'selar' o glitter por cima da sapatilha ( pode ficar tranquila porque essa cola não fica esbranquiçada!!! Independente das vezes que passar ela ficará transparente! E vai secar bem, claro!

6. Olha que coisa mais fofa a sapatilha já seca!!!!

Bem, enquanto você espera ela secar, vamos aos puffs
Você vai precisar de 7 ~10 círculos de tecido cortados com cerca de 2cm de diâmetro.
1. Dobre o círculo ao meio e aplique cola no meio(pode usar aquelas pistolinhas de cola quente para fixar mais, se quiser!) e dobre o tecido mais uma vez (juntando com a cola)
2. Aplique cola na parte inferior do círculo dobrado e cole-o num círculo de feltro
3. Continue nesse processo até vc achar que seu puff já está bem fofinho! Para fazer esse puff da foto foram usados 8 círculos(foram bem arrumados para ficar essa fofura!)
3. Cole o círculo de fetro na sua sapatilha
Linda, não???

Prontinho!
Sua sapatilha fofa ficou pronta para você desfilar por aí!
As cores que você pode usar para customizar sua sapatilha são infinitas!
Mãos à obra para salvar aquela sapatilhazinha velha que você tem aí no canto do seu armário!

Meninas, eu amei essa customização!
Achei uma forma muito delicada de transformar um item que a gente tem em casa e não quer jogar fora por, muitas vezes, ser tão confortável!
O gasto é super pequeno, vale a pena!

Por Lindsay - Boneca de Pano Bazar
Vi AQUI

sexta-feira, abril 14, 2017

Peeling facial feito em casa / Peeling x Rugas

Embora os peelings mais profundos sejam procedimentos médicos e só devam ser feitos em consultório e com supervisão profissional, há vários tipos de peelings mais superficiais que são realizados em casa e proporcionam resultados muito bons. 
São os chamados esfoliantes - que conhecemos muito bem - , que podem ser comprados prontos ou ainda feitos em casa, com efeitos que vão desde o clareamento da pele, desobstrução dos poros, melhoria da acne e da pele oleosa, até a diminuição das rugas mais superficiais.


O importante é seguir à risca todas as instruções e nunca aplicá-los mais do que três vezes por semana. 
Abaixo, três sugestões de peelings - feitas pelo cosmetólogo Maurício Pupo - que podemos preparar em casa!

Peeling Facial para Peles com Rugas 
Num recipiente pequeno, misturar uma colher de açúcar comum com uma colher de óleo de oliva extravirgem até obter uma pasta cremosa. 
Antes do banho, aplique com leves massagens circulares sobre a pele levemente umedecida, porém, deve-se tomar cuidado para não pressionar demais. 
A aplicação pode ser feita em toda a testa e rosto com atenção especial em relação à área dos olhos e pescoço, onde a pele é mais fina e a aplicação não deve ultrapassar mais de dois minutos. 
Em seguida, tome o banho normalmente, sem aplicar sabonete nas regiões onde foi feita a esfoliação e, após secagem da pele, passar o protetor solar FPS 30.

Este peeling é capaz de suavizar as pequenas rugas que aparecem com a idade e pode ser feito em dias intercalados. Enquanto o açúcar renova as células da pele, o óleo de oliva extravirgem penetra profundamente, nutrindo e regenerando até as camadas mais profundas. Este peeling também pode ser usado para amaciar as mãos, o que proporciona excelentes resultados.

Peeling Facial Clareador 
É necessário, apenas, aveia em flocos finos e iogurte. 
Num recipiente, misturar uma colher de sopa de flocos de aveia com uma colher de sopa de iogurte natural. 
Durante o banho, após lavar o rosto com sabonete adequado, aplique o peeling clareador com massagens circulares e suaves, principalmente nas regiões da pele com mais manchas, durante dois a três minutos no máximo. Enxágue muito bem logo em seguida. Seque a pele e aplique protetor solar com FPS 30.  

Este é o único peeling que pode ser feito diariamente. Enquanto a aveia em flocos finos remove as células mortas superficiais, que estão cheias de melanina, o ácido lático do iogurte estimula a renovação da pele e inibe a produção de mais melanina.

Peeling Fácil para Peles Oleosas e com Acne 
Para esta receita, é necessária uma colher de sopa de farelo de aveia, uma colher de sopa de mamão papaia amassado e uma colher de café de óleo de oliva extravirgem. 
Misture tudo em um recipiente de plástico. 
Após lavar o rosto com um sabonete que seja bastante suave e ainda com a pele ligeiramente úmida, massageia o peeling com movimentos uniformes e circulares na testa, queixo, nariz e maçã do rosto, que são as áreas mais oleosas e mais afetadas pela acne. Enquanto o farelo de aveia irá remover as células mortas da superfície da pele e tirar o sebo acumulado sobre os poros desobstruindo e dos canais sebáceos, a papaína do mamão potencializa o efeito esfoliante para uma completa 'limpeza de pele'. 
O óleo de oliva repõe imediatamente os lipídios perdidos para que não ocorra o efeito rebote.

Os resultados já são visíveis após a quarta aplicação e a frequência recomendada é de três vezes por semana.
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PASSO A PASSO - LENTILHA GERMINADA

PASSO A PASSO LENTILHA GERMINADA

Ctrl C + Ctrl V = http://blog.casapomar.com.br/post/64798241587/passo-a-passo-lentilha-germinada

Esta semana resolvemos fotografar e fazer um passo a passo da nossa “produção” caseira, de consumo próprio, de brotos de lentilha. 
Deliciosos!!
Aqui na Casa Pomar consumimos geralmente em sucos, saladas e recheios de sanduíche. 
Os brotos germinados são alimentos nutritivos e hiper benéficos à saúde. 
Os de feijão (moyashi), ervilhas, soja e lentilhas têm grande concentração de amido e proteína. São mais alcalinos, mais digestivos e com muita vitamina B e C. 
Já os cereais, trigo, cevada, arroz e centeio, são ricos em minerais como o magnésio, fósforo, cálcio, sódio, potássio, clorofila, enzimas e proteínas e vitaminas do complexo B, C e E. Ah… o importante é lavar muito bem, todos os dias, para que não mofe. Se você se animar a fazer esta experiência, conte para a gente como foi, ok?

Fotos Vic Lins 










Por: Lindsay Kaori Furuta

quinta-feira, abril 13, 2017

Faça você mesma - T-Shit Caveira

DIY - T-Shirt Caveira



Depois de ver um tutorial na revista Capricho resolvi fazer a minha própria camisa de caveira, usando um método muito simples. 
A decoupage. 
Sem qualquer costura ou tecnica você consegue colar um retalho de outro tecido na sua camisa. 
Dá pra usar algumas vezes e resiste até 3 lavagens sem desfiar. Porém tem que lavar à mão. Se você quiser uma decoupage duradoura, para que o desenho não desfie é necessário que você leve a peça já pronta a uma costureira, para que ela borde as beiradas antes de lavar...


Vamos precisar de:

1. Camisa de algodão lisa e de cor neutra.
2. Canetinha.
3. Pincel.
4. Molde Caveira (Basta clicar Aqui).
5. Pedaço de tecido de algodão estampado.
6. Tesoura.
7. Termolina Leitosa (Tem Aqui)
8. Cola para tecido (Tem Aqui)

Imprima o molde, com a tesoura recorte e faça corações nos olhos e dentes na boca, deixe a caveira do seu jeito. Depois basta contornar tudo com a canetinha. Não corte o tecido ainda.

Deixe o tecido em uma superfície lisa.  Aplique a Termolina Leitosa em todo o molde, principalmente nas bordas de dentro e de fora da caveira. Espere 20 minutos. Vai secar e ficar super durinho. Dessa forma o tecido não desfia.


Recorte o molde.

Antes de colar seu molde prontinho, é importante forrar a parte de dentro da camisa escolhida. Isso serve para evitar que a cola vaze para a parte de trás da camiseta. Certifique-se de que a camiseta é 100% algodão. Só assim a cola de tecido vai funcionar direitinho!


Aplique a cola de tecido no molde e fixe-o à Camiseta.


Prontinho!!!!
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Fotos: Revista Capricho / Ana Carvalhodicas de compras, aonde comprar, lojas no brasil com promoção de verão, inverno, liquidação, queimão, queima de estoque, vender barato, lojista, grifes com desconto, comprar barato, súper queimão, sale, for sale, grife show, pequeno , médio gran
Por: Lindsay Kaori Furuta

quarta-feira, abril 12, 2017

Amamentação e medicamentos - Dúvidas no que pode usar ou não

Como muitas mamães que amamentam, sempre fiquei na dúvida em relação de medicamentos que poderia tomar ou não amamentando.
Hoje em dia já estou mais tranquila em relação a isso, pois minha filha, apesar de ainda mamar no peito, já tem 3 anos e consome muitos outros alimentos.
Mas, quando a amamentação era exclusiva, muitas dúvidas surgiam na minha cabeça e, nem sempre, conseguia falar com o pediatra para saná-las.
Foi aí que, em uma de minhas buscas pela internet, achei essa matéria sobre interação medicamentosa e amamentação. Ela me ajudou muito e espero que ajude as mamães que estão em busca de um help sobre esse assunto também!

AMAMENTAÇÃO E USO DE DROGAS

Amamentação e uso de drogas / Secretaria de Políticas de Saúde Área Técnica de Saúde da Criança - Brasília Ministério da Saúde, 2000.
72p. ISBN: 85-334-0241-4
1. Amamentação. 2. Medicamentos e amamentação. 3. Aleitamento materno. 4. Drogas de vício. 5. Agentes ambientais l. Brasil. Ministério da Saúde.
Apoio: Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Federação Brasileria das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) - Brasília-DF - Agosto 2000

   
A elaboração de um manual contendo informações básicas sobre o uso de drogas / medicamentos durante o período da lactação, vem responder a uma necessidade percebida pela área de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde e por muitos profissionais envolvidos na promoção, proteção e apoio à prática da amamentação.

     Para mães lactantes que necessitam usar medicamentos, as indicações médicas para suspensão do aleitamento materno são extremamente freqüentes e, movidas pela desinformação / insegurança ou talvez pela preocupação com repercussões legais, cada vez mais presentes no cotidiano dos médicos. Por outro lado, tais atitudes negam às mães a oportunidade de participarem da decisão pela continuidade ou interrupção do aleitamento.
   Diante do universo das substâncias farmacologicamente ativas disponibilizadas para uso por mães que amamentam, dos complexos mecanismos que interferem na passagem dessas drogas para o leite materno e também dos fatores que podem influir nos efeitos colaterais sobre as crianças amamentadas, muitos profissionais de saúde optam simplesmente por indicar o desmame, podendo levar a efeitos muitas vezes nefastos, seja para a mãe, seja para o bebê. Na dúvida, podem prevalecer decisões injustificáveis.
   Frente a situações concretas, numerosas são as perguntas que se nos apresentam, tais como: o lactente absorverá o produto no trato gastrintestinal? Caso absorva, poderá metabolizá-lo e eliminá-lo? Que doses e níveis sangüíneos são seguros? A criança é prematura ou está na primeira semana de vida? Pode o lactente expor-se a concentrações dessa droga no leite materno? Os riscos superam os enormes benefícios do aleitamento materno?
   Buscando solucionar questões como estas, um grupo de consultores da área de Saúde da Criança da Secretaria de Políticas de Saúde (SPS/MS) realizou ampla pesquisa de revisão, terminando por confirmar o quão conflitantes são as listas de drogas permitidas e proibidas durante a lactação nas muitas publicações correntemente usadas.
   O conteúdo deste trabalho reúne assim o esforço de uma visão de consenso, que à luz de dados atualmente disponíveis, tenta equacionar risco/benefício e facilitar o trabalho dos profissionais que lidam diretamente com a nutriz e seu concepto, servindo como fonte diária de consulta.

ÍNDICE RÁPIDO

A

B

C
D
E
F
G
H
I
K
L
M
N
O
P
Q

R
S
T
U
V
VACINA
       ANTIMENINGOCÓCICA 
       ANTITETÂNICA 
       BCG 
       CONTRA FEBRE AMARELA 
       CONTRA FEBRE TIFÓIDE 
       CONTRA GRIPE 
       CONTRA-HAEMOPHILUS INFLUENZAE 
       CONTRA-HEPATITE A 
       CONTRA-HEPATITE B 
       CONTRA POLIOMIELITE 
       CONTRA-RAIVA 
       DUPLA DT 
       MMR 
       TRÍPLICE DPT 
VANCOMICINA 
VENLAFAXINA 
VERAPAMIL 
VIDARABINA 
VINBLASTINA 
VINCRISTINA 
VIOLETA DE GENCIANA 
VITAMINA 
       
       B12 
       B6 (PIRIDOXINA) 
       
       
       
       K
W
X
Z

          INTRODUÇAO
          O leite materno é fundamental para a saúde da criança, por sua composição e disponibilidade de nutrientes e por seu conteúdo em substâncias imunoativas. Favorece a relação afetiva mãe-filho e o desenvolvimento da criança, do ponto de vista cognitivo e psicomotor. Apresenta também a propriedade de promover o espaçamento das gestações e de diminuir a incidência de algumas doenças na mulher.
          Apesar da excelência do leite materno, existem ocasiões em que o profissional de saúde deve considerar o risco/benefício para o lactente, da terapia medicamentosa na mãe que amamenta.
          As recomendações para interromper ou suspender a amamentação são excessivamente comuns, ao contrário dos esforços para assegurar que o tratamento materno seja indicado, e então selecionar uma droga compatível com o aleitamento materno. Profissionais de saúde são certamente influenciados pelos efeitos teratogênicos de uma minoria de drogas usadas durante a gestação, isto porque a placenta permite a passagem de drogas para o feto, ainda que o epitélio alveolar mamário sirva quase como uma barreira impermeável.
          Apesar da maioria das drogas passarem para o leite materno, isto só ocorre em uma pequena quantidade e mesmo quando presente no leite humano, poderá ou não ser absorvida no trato gastrointestinal da criança. Só em raros casos, quando a doença materna requer o tratamento com medicações incompatíveis com a amamentação, esta deve ser interrompida. Este trabalho resulta de uma revisão de listas de agentes transferidos para o leite materno, descrevendo os possíveis efeitos no lactente ou na lactação, se conhecidos. A preocupação com o tema é generalizada, já existindo várias revisões gerais e centenas de artigos sobre estes efeitos.
          Embora o conhecimento a respeito de drogas e lactação tenha sido muito ampliado, ainda não se conhecem os efeitos sobre a criança de muitas drogas utilizadas pela nutriz. Além disso, muitas drogas novas ainda não tiveram os seus possíveis efeitos de excreção pelo leite materno divulgados. Observa-se que na última revisão do Comitê de Drogas da Academia Americana de Pediatria (MP, 1 994) há uma tendência em reduzir o número de drogas consideradas como incompatíveis ou contra-indicadas durante a amamentação. Para maiores detalhes consultar a bibliografia disponível sobre o assunto.
          A indicação criteriosa do tratamento materno e a seleção cuidadosa dos medicamentos, geralmente permite que a amamentação continue sem interrupção e com segurança.

          CRITÉRIOS PARA O USO DA LISTA DE MEDICAMENTOS
          A lista de medicamentos foi feita de acordo com a seguinte classificação:

          USO COMPATÍVEL COM AMAMENTAÇÃO
          Estes medicamentos fazem parte de um grupo cujo uso é potencialmente seguro durante a lactação. Neste grupo de drogas não há relatos de efeitos farmacológicos significativos, que possam causar preocupações durante seu uso.
          USO CRITERIOSO DURANTE A AMAMENTAÇÃO
Estes medicamentos devem ser utilizados levando-se em conta a relação custo/benefício. Exigem monitorização clínica e/ou laboratorial do lactente. Recomenda-se utilizar estes medicamentos durante o menor tempo e na menor dose possível.
          USO CONTRA-INDICADO DURANTE A AMAMENTAÇÃO
          Estas drogas exigem a interrupção da lactação, pois existem evidências de efeitos colaterais importantes no lactente.
          NOTA: na presente revisão foram incluídas drogas de vício, alimentos e agentes ambientais (contaminantes). Nestes casos os critérios acima não se aplicam, uma vez que configuram situações especiais passíveis de ocorrer na prática diária, exigindo uma tomada de decisão por parte do profissional de saúde.

          DROGAS E LACTAÇÃO FISIOLOGIA
          I-MECANISMOS
          Medicamentos (drogas) administrados à mãe, podem afetar desfavoravelmente a capacidade dos recém-nascidos mamarem por muitos dias após o parto, devido à limitada capacidade de excreção hepática e renal. Em alguns poucos casos, o uso de medicamentos pela nutriz pode contra-indicar a amamentação no seio. Certas drogas têm sido implicadas em exercer efeitos adversos para o recém-nascido, através da excreção pelo leite materno. Na maioria dos casos, a dose eliminada pelo leite é insuficiente para causar efeitos farmacológicos na criança. No entanto, situações em que existe esse efeito precisam ser cuidadosamente analisadas.
          As drogas podem ser administradas à mãe por diversas vias, tais como, oral, injetável venosa ou intramuscular, supositórios anal ou vaginal, aerossol, tópica por meio de pomadas e cremes. Uma vez no sangue materno os medicamentos podem ser transferidos parcialmente para a glândula mamária e, daí, serem excretados para o leite. Assim, a presença e ou a concentração da droga no leite dependerá entre outros fatores da via de administração à mãe. Para ser transferida para o leite materno a droga precisa alcançar o tecido alveolor da glândula mamária. O fator determinante da quantidade de droga que aparece no leite é sua concentração no sangue materno, exceto se for um medicamento de aplicação tópica diretamente na mama.
          Durante a lactação a passagem de drogas do sangue para o leite materno ocorre através de mecanismos envolvendo membranas biológicas, as quais possuem em sua constituição proteínas e fosfolípides. Após atravessar o capilar endotelial a droga passa para o interstício e atravessa a membrana basal das células alveolares do tecido mamário. Assim, proteínas e lípides da membrana exercem influência na velocidade da passagem e, na concentração da droga no leite humano. Como uma forma simplificada, e para fins práticos, estima-se que a quantidade de um medicamento excretado no leite não ultrapasse a 2% da dose administrada à mãe. Embora se acredite que quantidades moderadas de muitos medicamentos não apresentem riscos para o lactente, algumas substâncias são preocupantes por suas reações adversas conhecidas ou suspeitas. Por exemplo, recém-nascidos prematuros, por dificuldades em metabolizar e excretar medicamentos devido à imaturidade renal, hepática e de sistemas enzimáticos, seriam mais susceptíveis aos efeitos adversos de drogas eliminadas no leite materno.
          Os mecanismos mais prováveis de excreção de drogas para o leite materno são os seguintes:
          • Difusão transcelular - moléculas pequenas não ionizadas e hidrossolúveis (etanol, uréia) por difusão atravessam os poros da membrana celular.
          • Difusão passiva - pequenas moléculas ionizadas e proteínas menores atravessam a membrana celular basal pelos canalículos de água. E o principal mecanismo para passagem de um fármaco para o leite materno.
          • Difusão intercelular - grandes moléculas podem aparecer no leite humano, por exemplo, imunoglobulinas, interferon. Neste caso não ocorre a entrada da substância dentro da célula alveolar.
          • Ligação com proteínas carreadoras - substâncias polares penetram nas membranas celulares ligadas a proteínas carreadoras.
Para se entender melhor os efeitos das drogas transferidas para o recém-nascido através do leite materno, é necessário considerar os fatores relacionados com a droga, a nutriz e o lactente (figura 1).
          Os fatores relacionados com a droga têm a ver com a farmacocinética, que varia tanto com alguns constituintes do leite materno, quanto com fatores maternos. As concentrações da droga no leite materno são influenciadas por algumas de suas características que favorecem sua passagem para o leite tais como: lipossolubilidade, baixa ligação com proteínas plasmáticas (a maioria das drogas passam às células alveolares mamárias na forma livre), compostos não ionizados e baixo peso molecular (inferior a 100). Após o parto, cinco a sete semanas, as proteínas plasmáticas maternas podem estar diminuídas, aumentando a fração livre de alguns fármacos e favorecendo sua excreção no leite materno. Outro aspecto importante é o pico sérico da droga. Usualmente, o pico na corrente sangüínea da mãe coincide com o pico no leite materno, sendo menor neste. Portanto, conhecer o pico sérico de um medicamento é útil para adequar os horários de administração da droga ao horário de amamentação da criança.
          Os fatores relacionados com a nutriz têm relação com o fluxo sangüíneo para a mama e com a quantidade da droga utilizada. A forma como a droga é administrada, por exemplo se injetável, vai alcançar níveis mais elevados no sangue e mais rapidamente no leite materno, caso esta droga apresente características que favoreçam sua passagem. Na excreção e eliminação da droga pela mãe, as funções renal e hepática são importantes, pois influenciam os níveis séricos e conseqüentemente as concentrações no leite materno.
          Quanto aos fatores relacionados com o leite materno, as proteínas e lípides podem funcionar como transportadores de medicamentos ingeridos pela mãe. No entanto, outros fatores também estão envolvidos. Drogas com grande afinidade pelas proteínas plasmáticas maternas aparecem em pouca quantidade no leite. Já a concentração de drogas lipossolúveis pode ser influenciada pela dieta materna, pela freqüência das mamadas, duração da lactação, entre outros. A variação na composição lipídica do leite (leite anterior, leite posterior*) influi na quantidade de droga excretada no leite materno. O epitélio alveolar mamário representa uma barreira lipídica, mais permeável na fase colostral (primeira semana pós-parto). O ph do leite humano (6.6 a 6.8) é um pouco menor do que o do plasma, ou sela mais ácido, o que favorece a concentração de substâncias com características básicas, por mecanismo de ionização. O volume e a composição do leite, como são variáveis, podem afetar os níveis de drogas excretadas. O leite de mães de recém-nascidos pré-termo tem baixo teor de gordura e alto teor e proteína, o que implica em diferentes níveis da droga no leite materno.
          Os efeitos das drogas no lactente dependem também da taxa de absorção dessas drogas no trato gastrintestinal do lactente e de sua capacidade para metabolizá-las e eliminá-las. Assim sendo, quanto mais imaturo seja o lactente, pior tolerado será o medicamento. A função renal e, complicações como hipóxia, acidose metabólica, sepsis e outras, certamente influem no metabolismo e eliminação dessas drogas pela criança.
          II - PRINCÍPIOS GERAIS DE PRESCRIÇÃO DE DROGAS E LACTAÇÃO
          O princípio fundamental da prescrição de medicamentos para mães lactantes baseia-se sobretudo no risco yersus benefício. As vantagens e a importância do aleitamento materno são bem conhecidas. Assim, a amamentação no seio somente devera ser interrompida ou desencorajada, se existir evidência substancial de que a droga usada pela nutriz é nociva para o lactente, ou quando não existirem informações a respeito e, a droga não puder ser substituída por outra inócua. Em geral, as mães que amamentam devem evitar o uso de quaisquer medicamentos. No entanto, se isto for imperativo, deve-se fazer opção por uma droga já estudada, que seja pouco excretada no leite materno, ou que não tenha risco aparente para a saúde da criança. Drogas de uso contínuo pela mãe são potencialmente e maior risco para o lactente pelos níveis que poderiam alcançar no leite materno. Drogas usadas por um período curto, por exemplo, durante uma doença aguda seriam menos perigosas. Mães usuárias de drogas de vício, como a cocaína, heroína, anfetaminas e maconha estão contra-indicadas de amamentarem os seus filhos, pelos efeitos adversos no lactente.          Em resumo, alguns aspectos práticos para tomada de decisões, modificado das normas básicas para prescrição de drogas a mães durante a lactação (modificado da AAP,1994) são os seguintes:
          • Avaliar a necessidade da terapia medicamentosa. Neste caso, a consulta entre o pediatra e o obstetra ou clínico é muito útil. A droga prescrita deve ter um benefício reconhecido para a condição que está sendo indicada.
          • Preferir uma droga já estudada e sabidamente segura para a criança, que seja pouco excretada no leite humano. Por exemplo, prescrever acetominofen em vez de aspirina, penicilinas em vez de cloranfenicol.
          • Preferir drogas que já são liberados para o uso em recém-nascidos e lactentes.
          • Preferir a terapia tópica ou local, do que a oral e parenteral, quando possível e indicado.          • Programar o horário de administração da droga à mãe, evitando que o pico do medicamento no sangue e no leite materno coincida com o horário da amamentação.
          Em geral, a exposição do lactente à droga pode ser diminuída, prescrevendo-a para a mãe imediatamente antes ou logo após a amamentação.
          • Considerar a possibilidade de dosar a droga na corrente sanguínea do lactente quando houver risco para a criança, como nos tratamentos maternos prolongados, a exemplo do uso de anticonvulsivantes.          • Orientar a mãe para observar a criança com relação aos possíveis efeitos colaterais, tais como alteração do padrão alimentar, hábitos de sono, agitação, tônus muscular e distúrbios gastrintestinais.
          • Evitar drogas de ação prolongada pela maior dificuldade de serem excretadas pelo lactente.
          • Orientar a mãe para retirar o seu leite com antecedência e estocar em congelador para alimentar o bebê no caso de interrupção temporária da amamentação. Sugerir ordenhas periódicas para manter a lactação.
          I. AGENTES DE DIAGNOSTICO
          1. DROGAS OFTÁLMICAS          (a) CICLOPLÉGICOS E MIDRIÁTICOS
          ORIENTAÇÃO GERAL: são de uso criterioso, uma vez que podem, ainda que raramente, ter efeitos antimuscarínicos nos lactentes, tais como: constipação, bradicardia transitório seguida de taquicardia, palpitações, arritmias, secreção brônquica reduzida, boca seca. São de excreção rápida.
Ciclopentolato
Uso criterioso.
Fenilefrina
Uso criterioso.
Homatropina
Uso criterioso.
Sulfato de atropina
Uso criterioso.
Tropicamida
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.

          (b) OUTRAS
Fluoresceína
Uso criterioso. Evite se possível, quando
o bebê for prematuro ou tiver menos de
1 mês de vida, especialmente se estiver
recebendo fototerapia.



          2. MEIOS DE CONTRASTE RADIOLÓGICO
          (a) COMPOSTOS RADIOATIVOS
          ORIENTAÇÃO GERAL: consulte o especialista em medicina nuclear antes de qualquer estudo radiodiagnóstico para que possa ser usado o radionuclídeo com a menor excreção no leite materno. Antes do estudo, a mãe pode extrair o leite e armazená-lo no freezer ou no congelador, em quantidade suficiente para a criança. Após o estudo, a mãe pode ordenhar o peito para manter a produção de leite, mas deverá descartar o leite retirado durante o tempo em que a radioatividade estiver presente no leite. Amostras de leite podem ser analisadas paro detecção de radioatividade antes de reassumir a lactação.
Cobre 64
Contra-indicado temporariamente durante
a amamentação. Radioatividade no leite
presente por 50 horas.
Gálio 67
Contra-indicado temporariamente durante
a amamentação. Radioatividade no leite
presente por duas semanas.
Índio 111
Contra-indicado temporariamente durante
a amamentaç8o. Quantidades muito
pequenas de radioatividade no leite
presentes por 20 horas.
Iodo 123
Contra-indicado temporariamente durante
a amamentação. Radioatividade no leite
presente até 36 horas.
lodo 125
Contra-indicado temporariamente durante
a amamentação. Radioatividade no leite
presente por 12 dias.
lodo 131
Contra-indicado temporariamente durante
a amamentação. Radioatividade rio leite
presente de 02 -14 dias.
Sódio radioativo
Contra-indicado temporariamente durante
a amamentação. Radioatividade no leite
presente por 96 horas.
Tecnécio 99
Contra-indicado temporariamente durante
a amamentação. Radioatividade no leite
presente de 15 horas até três dias.

          (b) OUTROS MEIOS DE CONTRASTE
          ORIENTAÇÃO GERAL: substâncias que contêm iodo devem ser usadas com cautela durante a lactação, porque o iodo pode ser absorvido e concentrado no leite materno atingindo níveis que são tóxicos para o bebê.

Ácido iopanóico
Compatível com a amamentação.
Amidotrizoato
Compatível com a amamentação.
Godopentato de meglumina
Uso criterioso. Excretado no leite
materno. Não amamentar por 6 horas.
Após o exame retirar o leite e desprezar.
Iotraxato de meglumina
Compatível com a amamentação.
Propiliodone
Compatível com a amamentação. Sem
efeitos colaterais relatados. Entretanto,
drogas que contêm iodo, para
administração sistêmica, são causa de
preocupação. 
Sulfato de bário
Compatível com a amamentação.



          II. AGENTES IMUNZANTES
           1. SOROS E IMUNOGLOBULINAS
Imunoglobulina antiD (anti-RH)
Compatível com a amamentação.
lmunoglobulina anti-rábica
Compatível com a amamentação.
Imunoglobulina antitetânica
Compatível com a amamentação.
Imunoglobulina humana
Compatível com a amamentação.
Soro antiaracnídico
Compatível com a amamentação.
Soro antidiftérico
Compatível com a amamentação.
Soro antiescorpiônico
Compatível com a amamentação.
Soro antiofídico
Compatível com a amamentação.

          2. VACINAS 
Antimeningocócica
Compatível com a amamentação.
Antitetânica
Compatível com a amamentação.
BCG
Compatível com a amamentação.
Contra febre amarela
Compatível com a amamentação.
Contra febre tifóide
Compatível com a amamentação.
Contra gripe
Compatível com a amamentação.
Contra-Haemophilus influenzae
Compatível com a amamentação.
Contra-hepatite A
Compatível com a amamentação.
Contra-hepatite B
Compatível com a amamentação.
Contra poliomielite
Compatível com a amamentação.
Contra-raiva
Compatível com a amamentação.
Dupla DT
Compatível com a amamentação.
Tríplice DPT
Compatível com a amamentação.
Tríplice MMR
Compatível com a amamentação.



          III. ANESTÉSICOS E MIORRELAXANTES
          1. ANESTÉSICOS
Éter
Compatível com a amamentação.
Halotano
Compatível com a amamentação.
Excretado no leite.
Ketamina
Compatível com a amamentação.
Lidocaína
Compatível com a amamentação.
Marcaína
Compatível com a amamentação.
Oxido nitroso
Compatível com a amamentação.
Xylocaína
Compatível com a amamentação.

          2. RELAXANTES MUSCULARES E INIBIDORES DA COLINESTERASE 
Brometo de pancurônio
Compatível com amamentação.
Brometo de vecurônio
Compatível com amamentação.
Carisoprodol
Uso criterioso. Excretado no leite
materno em quantidades significativas.
Observar sonolência e dor abdominal.
Cloreto de alcurônio
Compatível com amamentação.
Cloreto de suxametônio
Compatível com amamentação.
Neostigmine
Uso criterioso. Evite uso combinado
com atropina.
Piridostigmine
Compatível com amamentação.




          IV. ANTI-HISTAMÍNICOS
          ORIENTAÇÃO GERAL: a ação anticolinérgica pode inibir a lactação. Administrar o medicamento à mãe depois da mamada. Observar no bebê sinais como excitação, irritabilidade, convulsões e sonolência.
          1ª ESCOLHA: preferir loratadina.
Astemizol
Uso criterioso. Sem dados disponíveis. Evitar uso prolongado.
Azatadina
Uso criterioso. Sem dados disponíveis. Evitar uso prolongado.
Azelastina
Compatível com a amamentação. Baixa concentração sistêmica com uso de spray nasal. Sem dados disponíveis
sobre a passagem para o leite materno. Evitar uso prolongado.
Cetirizina
Uso criterioso. Excretada em concentrações significativas no leite materno. Metabólito da hidroxizina.
Cetotifeno
Uso criterioso. Sem dados disponíveis. Não tem efeito cumulativo.
Ciproheptadina
Uso criterioso. Dados insuficientes. Observar sonolência, choro, irritabilidade.
Clemastina
Uso criterioso. Excretada no leite materno. Observar choro agudo, sonolência, irritabilidade, rigidez de nuca.
Clorfeniramina
Uso criterioso. Observar sonolência, irritabilidade, choro. Pode inibira lactação.
Dextroclorfeniramina
Uso criterioso. Observar sonolência, irritabilidade, choro. Pode inibir a lactação.
Difenidramina
Compatível. Evitar uso prolongado. Excretada no leite materno.
Doxilamina
Uso criterioso. Sem dados disponíveis. Comercializada em associação com outros fármacos. Evitar uso prolongado.
Epinastina
Uso criterioso. Sem dados disponíveis. Não tem efeito cumulativo.
Hidroxizina
Uso criterioso. Sem dados disponíveis.
Loratadina
Compatível com a amamentação. Excretada no leite materno em baixas concentrações (no máximo 1,1% da
dose materna).
Mequitazina
Uso criterioso. Sem dados disponíveis.
Prometazina
Compatível com a amamentação. Suposto passagem para o leite materno. Aumenta os níveis de prolactina. Evitar uso prolongado.
Terfenadine
Compatível com a amamentação. Baixa concentração no plasma materno.
Triprolidina
Compatível com a amamentação. Excretada em baixas concentrações no leite materno (cerca de 0,06 a 0,2% da dose materna). Comercializada em associação com pseudo-efedrina ou outros fármacos.




          V. ANALGÉSICOS, ANTIPIRÉTICOS, ANTIINFLAMATÓRIOS NÃO-ESTERÓIDES E DROGAS PARA TRATAR GOTA
          1. ANALGÉSICOS NÃO-OPIÁCEOS

Ácido acetil salicílico
Compatível com a amamentação. Evitar
tratamento prolongado. Observar o bebê
para efeitos colaterais como anemia
hemolítica, tempo de sangramento
prolongado e acidose metabólica.
Ácido flufenâmico
Compatível com a amamentação.
Excretado no leite materno em pequenas quantidades.
Ácido mefenâmico
Compatível com a amamentação. Excretado no leite materno. Não há indícios de acumulação.
Alopurinol
Compatível com a amamentação. Excretado no leite materno sem relato de efeitos adversos.
Cetoprofeno
Compatível com a amamentação.
Colchicina
Compatível com a amamentação. Excretada no leite materno sem relato de efeitos adversos.
Dextropropoxifeno
Uso criterioso. Excretado no leite materno em menos de 0,3% da dose terapêutica do lactente, o que pode gerar uma dose de 1 mg/dia no lactente.
Diclofenaco
Compatível com a amamentação.
Dipirona
Compatível com a amamentação.
Fenilbutazona
Uso criterioso. Excretada no leite materno
podendo acumular-se e causar discrasia
sangüínea.
Ibuprofeno
Compatível com a amamentação.
lndometacina
Uso criterioso. Excretada no leite materno em quantidades significativas. Foi relatado um caso de convulsão no bebê.
Naproxeno
Compatível com a amamentação. Excretado no leite materno em pequena quantidade.
Paracetamol
Compatível com a amamentação.
Piroxicam
Compatível com a amamentação. Baixas
concentrações no leite materno (1% da dose materna).
Sais de ouro
Contra-indicados na amamentação.



          2. ANALGÉSICOS OPIÁCEOS

          ORIENTAÇÃO GERAL: a maioria dos opiáceos em doses isoladas e/ou ocasionais, é excretada em pequenas quantidades no leite humano. Deve-se evitar doses repetidas pela provável acumulação no bebê, principalmente em prematuros ou recém-nascidos. Evitar drogas opiáceas em mães que tiveram recém-nascido com episódios de apnéia, bradicardia ou cianose. Se usadas durante o parto, o bebê pode nascer sonolento, podendo interferir com o início da amamentação.
Codeína
Compatível com a amamentação.
Meperidina
Compatível com a amamentação para
uso de curta duração. Os efeitos colaterais com seu uso são mais freqüentes do que com a morfina.
Morfina
Compatível com a amamentação para
uso de curta duração. Nos casos de
dependência materna, suspender a amamentação.
Tramadol
Uso criterioso. Dados insuficientes.

          VI. ANTIINFECCIOSOS
          1. ANTIBIÓTICOS E QUIMIOTERÁPICOS

          ORIENTAÇÃO GERAL: são freqüentemente prescritos durante a lactação, contudo por curtos períodos de tempo, o que reduz o risco para o lactente. A principal preocupação, é o antibiótico modificar a flora intestinal da criança, levando à diarréia e monilíase, ou gerar dúvidas na interpretação de material de cultura do bebê.
          (a) PENICILINAS
          ORIENTAÇÃO GERAL: baixa concentração destas drogas aparece no leite materno. São medicamentos freqüentemente prescritos para tratar infecções nos recém-nascidos e lactentes. Raramente são observados efeitos colaterais. Ocasionalmente podem provocar reações alérgicas, como rash cutâneo. Se isto ocorrer, deve-se suspender a droga e escolher uma alternativa. Recomende manter a amamentação e informe à mãe que a criança não deverá receber a mesma droga no futuro.
Amoxicilina
Compatível com a amamentação.
Ampicilina
Compatível com a amamentação.
Bacampicilina
Compatível com a amamentação.
Benzilpenicilina benzatina
Compatível com a amamentação.
Benzilpenicilina procaína
Compatível com a amamentação.
Benzilpenicilina - Penicilina G cristalina
Compatível com a amamentação.
Carbenicilina
Compatível com a amamentação.
Não é absorvida no trato gastrintestinal
Cloxacilina
Compatível com a amamentação.
Dicloxacilina
Compatível com a amamentação.
Fenoxietilpenicilina - Penicilina V
Compatível com a amamentação.
Metampicilina
Compatível com a amamentação.
Meticilina
Compatível com a amamentação.
Oxacilina
Compatível com a amamentação.
Piperacilina
Compatível com a amamentação.

          (b) CEFALOSPORINAS
          ORIENTAÇÃO GERAL: representam pouco risco para o bebê devido à elevada ligação com proteínas plasmáticas maternas. Portanto, apenas uma pequena quantidade da droga passa para o leite. Há possibilidade de modificação da flora intestinal, efeitos diretos na criança e interferência na interpretação do resultado da cultura. Monitorize o bebê para monilíase e diarréia.

Cefaclor
Compatível com a amamentação.
Cefadroxila
Compatível com a amamentação.
Alcança nível máximo no leite 4-6 horas
após uma dose única.
Cefalexina
Compatível com a amamentação.
Cefalotina
Compatível com a amamentação. Atinge
nível máximo no leite, 2 horas após injeção endovenosa.
Cefamandol
Compatível com a amamentação.
Cefapirina
Compatível com a amamentação. Atinge
nível máximo no leite, 2 horas após o uso.
Cefazolina
Compatível com a amamentação.
Cefepima
Compatível com a amamentação.
Cefixima
Compatível com a amamentação.
Cefonicida
Compatível com a amamentação.
Cefoperazona
Compatível com a amamentação.
Ceforanida
Compatível com a amamentação.
Cefotaxima
Compatível com a amamentação. Atinge nível máximo no leite, 2 horas após injeção endovenosa.
Cefotetam
Compatível com a amamentação.
Cefoxitina
Compatível com a amamentação.
Cefprozil
Compatível com a amamentação.
Cefradina
Compatível com a amamentação.
Ceftamet pivoxila
Compatível com a amamentação.
Ceftazidima
Compatível com a amamentação.
Ceftibuten
Compatível com a amamentação.
Ceftizoxima
Compatível com a amamentação.
Ceftriaxona
Compatível com a amamentação. A
vida média no leite é três vezes maior
do que no plasma da mãe.
Cefuroxima
Compatível com a amamentação.


          (c) AMINOGLICOSÍDEOS
          ORIENTAÇÃO GERAL: quando usados pela mãe por via parenteral, aparecem facilmente no leite materno, contudo a absorção no troto gastrintestinal do lactente é insignificante. Logo, é seguro amamentar. Dentre os antibióticos do grupo, preferir os que já são liberados para o uso no recém-nascido.
Amicacina
Compatível com a amamentação.
Espectinomicina
Uso criterioso. Não há dados suficientes.
Estreptomicina
Compatível com a amamentação.
Gentamicina
Compatível com a amamentação.
Kanamicina
Compatível com a amamentação.
Neomicina
Compatível com a amamentação quando para uso tópico sob a forma de creme e pomada.
Netilmicina
Compatível com a amamentação.
Tobramicina
Compatível com a amamentação.
          (d) SULFONAMIDAS
          ORIENTAÇÃO GERAL: parece que são excretadas no leite materno em baixas concentrações (1,6% da dose total é recuperada no leite). A excreção desta classe de drogas pelos bebês varia muito. Interferem com a ligação da bilirrubina com a albumina, aumentando o risco de Kernicterus. O risco diminui com a idade. O uso deve ser criterioso no recém-nascido prematuro, no primeiro mês de vida, nos bebês com hiperbilirrubinemia ou naqueles com deficiência de Glicose 6 fosfato desidrogenase (G-6-PD). Monitorize o bebê para icterícia, rash e diarréia. Demonstrou-se que os níveis no leite excedem os séricos; com evidências da droga no leite vários dias após a suspensão da terapia.

          1° ESCOLHA: preferir as sulfonamidas de ação curta e intermediária.
Sulfacetamida
Uso criterioso. Ação curta e de uso tópico.
Sulfadiazina
Uso criterioso. Ação curta.
Sulfadiazina de prata
Uso criterioso. Uso tópico.
Sulfadoxina
Uso criterioso. Ação ultra longa.
Sulfametazina
Uso criterioso. Ação curta.
Sulfametizol
Uso criterioso. Ação curta.
Sulfametoxazol
Uso criterioso. Ação intermediária.
Sulfametoxipiridazina
Uso criterioso. Ação longa.
Sulfasalazina
Uso criterioso. Sulfonamida intestinal. O
composto se desdobra em sulfapiridina.
Sulfisoxazol
Uso criterioso. Ação curta e uso tópico.


          (e) OUTROS ANTIINFECCIOSOS
Ácido clavulânico
Compatível com a amamentação.
Ácido nalidíxico
Uso criterioso. Monitorize o bebê para
icterícia e hemólise em crianças com
deficiência de G-6-PD.
Azitromicina
Compatível com a amamentação.
Aztreonam
Compatível com a amamentação.
Cicloserina
Compatível com a amamentação.
Ciprofloxacina
Uso criterioso. Elevada concentração
no leite. Pode causar artropatia em
animais imaturos. Teoricamente pode
afetar o desenvolvimento da cartilagem
de crescimento. Preferir norfloxacina.
Claritomicina
Compatível com a amamentação.
Clindamicina
Uso criterioso. Risco de diarréia e colite
pseudomembronosa. A Academia Americana
de Pediatria (1994) considera seu uso seguro durante a lactação.
Cloranfenicol
Uso criterioso, sobretudo em recém nascidos. Monitorize a criança para hemólise e icterícia. Teoricamente há risco de depressão de medula óssea, mas nunca foi relatado.
Clortetraciclina
Compatível com a amamentação. Vide
tetraciclina.
Doxiciclina
Compatível com a amamentação. Vide
tetraciclina.
Enoxacina
Uso criterioso. Teoricamente alta concentração no leite. Pode afetar a cartilagem de crescimento. Preferir norfloxacina.
Eritromicina
Compatível com a amamentação. Alcanço
níveis maiores no leite que no plasma.
Risco de icterícia. Preferir o estearato do
que o estolato de eritromicina.
Espiramicina
Compatível com a amamentação.
Imipenem
Uso criterioso. Não há dados disponíveis
sobre a excreção no leite.
Lincomicina
Compatível com a amamentação.
Lomefloxacina
Uso criterioso. Teoricamente pode
afetar a cartilagem de crescimento.
Preferir norfloxacina.
Metronizadol
Uso criterioso. Níveis no leite materno
semelhantes aos do soro. Pode dar gosto
amargo no leite. Os sintomas no bebê
incluem perda de apetite, vômitos e
ocasionalmente discrasias sangüíneas. A
Academia Americano de Pediatria (1994)
sugere descontinuar a amamentação por
12-24 horas para permitir a excreção da droga quando usada em dose única de 2 (duas) gramas. Oriente a mãe a extrair o seu leite com antecedência e estocar em congelador para alimentar o bebê com copinha neste intervalo.
Minociclina
Compatível com a amamentação. Vide tetraciclina.
Nitrofurantoína
Uso criterioso em prematuros e crianças
com deficiência de G-6-PD. Risco de
icterícia e hemólise. Compatível com a
amamentação em bebê à termo.
Norfloxacina
Uso criterioso. Baixo excreção no leite
materno. Teoricamente pode afetar a
cartilagem de crescimento.
Novobiocina
Compatível com a amamentação.
Ofloxacina
Uso criterioso. Baixa excreção no leite.
Desloca a bilirrubina da albumina em
recém-nascido, aumentando o risco de
icterícia, e pode afetar o desenvolvimento
da cartilagem de crescimento. Preferir
norfloxacina.
Oxitetraciclina
Compatível com a amamentação.
Absorção insignificante pelo lactente. Vide tetraciclina.
Perfloxacina
Uso criterioso. Preferir norfloxacina.
Teicoplanina
Compatível com a amamentação.
Tetraciclinas
Compatíveis com a amamentação.
Atingem baixos níveis no leite materno.
Apesar de serem contra-indicadas para
gestantes, bebês e crianças, devido à
associação com manchas dentárias e
inibição do crescimento ósseo, a
Americana de Pediatria
Trimetropim
Compatível com a amamentação.
Excretada em baixas concentrações no
leite materno.
Vancomicina
Compatível com a amamentação. Não
é absorvida quando usado por via oral.


         2. DROGAS ANTIFÚNGICAS
         ORIENTAÇÃO GERAL: nas formas de creme ou pomada, são sempre compatíveis com a amamentação. Nas demais formas vide comentários.
Anfotericina B
Compatível com a amamentação.
Cetoconazol
Uso criterioso. Preferir fluconazol.
Clortrimazol
Compatível com o amamentação sob a
forma de creme e pomada. Pequena
quantidade é absorvida sistemicamente.
Econazol
Compatível com a amamentação.
Fluconazol
Compatível com a amamentação em
doses habituais.
Fluocitosina
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Griseofulvina
Compatível com a amamentação. Não
é excretada no leite materno.
Isoconazol
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Itraconazol
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Miconazol
Compatível com a amamentação em
doses usuais.
Nistatina
Compatível com a amamentação. Não
é excretada no leite materno. E pouco
absorvida no trato gastrintestinal.
Oxiconazol
Compatível com a amamentação.
Absorção insignificante.
Terbinafina
Uso criterioso. Excretada no leite.
Terconazol
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Tioconazol
Compatível com a amamentação. Baixa
absorção sistêmica.


         3. DROGAS ANTIVIRAIS
Aciclovir
Compatível com a amamentação.
Concentrações significativas no leite
materno após administração sistêmica.
Amantadina
Uso criterioso.
Didanosine
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Fanciclovir
Uso criterioso.
Ganciclovir
Uso criterioso.
Idoxuridine
Compatível com a amamentação. É
possível que torne o gosto do leite
materno desagradável.
Lamivudine
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Ribavirina
Uso criterioso.
Saquinavir
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Vidarabina
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Zidovudina
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.


         4. DROGAS ANTIPARASITÁRIAS
         (a) DROGAS ANTIAMEBÍASE E ANTIGIARDÍASE
Etofamida
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Furazolidona
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Metronidazol
Uso criterioso. Níveis no leite materno
semelhantes aos do soro. Pode dar gosto
amargo no leite. Os sintomas no bebê
incluem perda de apetite, vômitos e
ocasionalmente discrasias sangüíneas. A
Academia Americana de Pediatria (1994)
sugere descontinuar a amamentação por
12-24 horas para permitir a excreção da
droga quando usada em dose única de
2 (duas) gramas. Oriente a mãe a extrair
o seu leite com antecedência, e estocar
em congelador paro alimentar o bebê
com copinho neste intervalo.
Nimorazol
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Secnidazol
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Teclozana
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Tinidazol
Uso criterioso. Vide metronidazol.



         (b) DROGAS ANTILEISHMANIOSE
Anfotericina B
Compatível com a amamentação
Antimoniato de meglumina
Compatível com a amamentação. O
recém-nascido e o lactente não ficam
expostos a níveis tóxicos de antimônio
pentavalente pois, o nível absoluto
máximo encontrado no leite, materno
foi de 3-5µm/ml.
Pentamidina
Compatível com a amamentação. Quantidades insignificantes no leite materno.


         (c) DROGAS ANTIMALÁRIA
         ORIENTAÇÃO GERAL: o uso de drogas antimaláricas deve ser criterioso principalmente se o bebê for prematuro, tiver menos de 1 mês de idade, ou naqueles com deficiência de G-6-PD. Observar o bebê para icterícia e hemólise. Quando houver necessidade do uso de sulfonamidas, tetraciclinas ou clindamicina, considerar o descrito no tem antibióticos.
Amodiaquina
Uso criterioso. Excretada no leite materno.
Artesunato
Uso criterioso. Sem dados disponíveis.
Atebrina
Uso criterioso. Sem dados disponíveis.
Cicloguamil
Uso criterioso. Sem dados disponíveis.
Clindamicina
Uso criterioso. Vide outros antiinfecciosos.
Cloroquina
Uso criterioso. Excretada no leite materno.
Mefloquina
Uso criterioso. Excretada no leite
materno (3 a 4% da dose). Meia vida
longa (14 a 18 dias).
Nefloquina
Uso criterioso. Sem dados disponíveis.
Pirimetamina
Uso criterioso. Excretada no leite
materno em quantidades significativas.
Evite o uso concomitante no lactente de
outro antagonista de folatos.
Primaquina
Uso criterioso. Sem dados disponíveis.
Proguamil
Uso criterioso.
Quinina
Uso criterioso. Excretada no leite materno.
Sulfonas e Sulfonamidas
Uso criterioso. Vide antibióticos.
Tetraciclinas
Compatível com a amamentação. Vide
antibióticos.



          (d) DROGAS ANTITRYPANOSSOMA
Benzonidazol
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
É um derivado nitroimidazólico.
Nifurtimox
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.



          (e) ANTI-HELMÍNTICOS
   
          (e) 1. ANTI-HELMÍNTICOS INTESTINAIS
          ORIENTAÇÃO GERAL: os dados sobre o uso destas drogas na mãe que amamenta são insuficientes. Entretanto, atuam principalmente no sistema intestinal da mãe e são pouco absorvidos sistemicamente. São considerados compatíveis com a amamentação, segundo a 8º Lista Básica de Medicamentos do OMS (1 995).
Albendazol
Compatível com a amamentação.
Cambendazol
Uso criterioso. Derivado do tiabendazol.
Não há dados disponíveis.
Levamisol
Compatível com a amamentação.
Mebendazol
Compatível com a amamentação.
Niclosamida
Compatível com a amamentação.
Pamoato de pirvínio
Compatível com a amamentação.
Pamoato de pirantel
Compatível com a amamentação. Pode
ser absorvido pelo trato gastrintestinal
materno. Recomenda-se cautela.
Piperazina
Compatível com a amamentação.
Praziquantel
Compatível com a amamentação.
Tiabendazol
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.


          (e) 2. DROGAS ANTIFILÁRIA
Dietilcarbamazina
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Entretanto, é um derivado da piperazina,
droga compatível com a amamentação.


          (e) 3. DROGAS ANTIESQUISTOSSOMOSE
Oxamniquine
Compatível com a amamentação.
Praziquantel
Compatível com a amamentação.



          5. DROGAS CONTRA TUBERCULOSE
          ORIENTAÇÃO GERAL: o bacilo de Koch não passa para o leite materno. A transmissão usualmente se faz pela inalação de gotículas produzidas nas vias aéreas superiores. No caso de mãe bacilífera (não tratada ou com tratamento inferior a 3 semanas antes do nascimento da criança), diminuir o contato íntimo mãe-filho, até que ela se torne não-contagiante. Amamentar de máscara ou similar. Não há relato de efeitos adversos com as drogas usadas nos esquemas de rotina para o tratamento da tuberculose.
Capreomicina
Uso criterioso. Dados insuficientes.
Cicloserina
Compatível com a amamentação.
Pequenas concentrações no leite materno.
Vide outros antiinfecciosos.
Ciprofloxacina
Uso criterioso. Vide outros antiinfecciosos.
Claritromicina
Uso criterioso. Vide outros antiinfecciosos.
Clofazimina
Uso criterioso. Vide drogas antilepra.
Estreptomicina
Compatível com a amamentação.
Excretada no leite materno. Escassa
absorção gastrointestinal. Possibilidade
de alteração da flora intestinal.
Etambutol
Compatível com a amamentação.
Excretado no leite materno em baixas
concentrações.
Etionamida
Uso criterioso. Dados insuficientes.
Isoniazida
Compatível com a amamentação.
Substancial excreção no leite materno,
contudo sem relatos de efeitos adversos.
Observe o bebê para sinais e sintomas
de neurite periférica e hepatite.
Kanomicina
Vide antibióticos.
Ofloxocina
Uso criterioso. Vide outros antiinfecciosos.
Paraminossalicílico
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Pirazinamida
Compatível com a amamentação.
Concentrações muito baixas no leite
materno. Concentração máxima no
plasma da mãe em 2 horas.
Rifampicina
Compatível com a amamentação.
Concentrações muito baixas no leite
materno.
Tiossemicarbazona
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.



          6. DROGAS CONTRA-HANSENIASE (ANTILEPRA)
Ciclosporina
Contra-indicada na amamentação.
Excretada no leite materno. Risco potencial de hipertensão, nefrotoxicidade e doenças malignas no lactente.
Clofazimina
Uso criterioso. Excretada no leite
materno, podendo resultar em rubor e
hiperpigmentação da pele do bebê, que
é reversível com a suspensão da droga.
Dapsona
Uso criterioso. Excreção pouco
significativa no leite materno, mas
observe o bebê para hemólise e icterícia,
sobretudo se for recém-nascido.
Minociclina
Compatível com a amamentação. Vide
outros antiinfecciosos.
Ofloxacina
Uso criterioso. Vide outros antiinfecciosos.
Pentoxifilina
Uso criterioso. É excretada no leite
materno, em pequenas quantidades.
Dados insuficientes.
Rifampicina
Compatível com a amamentação. Vide
drogas contratuberculose.
Talidomida
Uso criterioso. Não há dados disponíveis
sobre passagem para o leite materno.



          VII. ANTÍDOTOS E OUTRAS SUBSTÂNCIAS USADAS EM ENVENENAMENTOS


          1. GERAL
Carvão Ativado
Compatível com a amamentação
Ipeca
Compatível com a amamentação


          2. ESPECÍFICOS
Atropina
Compatível com a amamentação. Vide
drogas antiespasmódicas.
Azul de metileno
Uso criterioso. Evitar especialmente em
bebês menores de 1 mês e nos prematuros. Observar para efeitos colaterais como hemólise e icterícia nos casos de deficiência de G-6-PD.
Deferoxamina
Uso critérios Não há dados disponíveis.
Dimercaprol
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Evitar se possível, principalmente em
bebês prematuros, menores de 1 mês de
vida ou com deficiência de G-6-PD.
Observar o bebê para efeitos colaterais
como hemólise e icterícia.
Metionina
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Naloxane
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Penicilamina
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.



          VIII. ANTINEOPLÁSICOS E IMUNOSSUPRESSORES

          1. DROGAS IMUNOSSUPRESSORAS

AzotioprinaContra-indicada na amamentação.
CiclosporinaContra-indicada na amamentação.


          2. DROGAS CITOTÓXICAS
Asparaginase
Contra-indicada na amamentação.
Bleomicina
Contra-indicada na amamentação.
Ciclofosfamida
Contra-indicada na amamentação.
Cisplatina
Contra-indicada na amamentação.
Citarabina
Contra-indicada na amamentação.
Clorambucila
Contra-indicada na amamentação.
Dacarbazina
Contra-indicada na amamentação.
Dactinomicina
Contra-indicada na amamentação.
Doxorubicina
Contra-indicada na amamentação.
Etopósido
Contra-indicada na amamentação.
Fluoruracila
Contra-indicada na amamentação.
Isofosfamida
Contra-indicada na amamentação.
Lomustina
Contra-indicada na amamentação.
Mercaptopurina
Contra-indicada na amamentação.
Metotrexato
Contra-indicada na amamentação.
Procarbazina
Contra-indicada na amamentação.
Vinblastina
Contra-indicada na amamentação.
Vincristina
Contra-indicada na amamentação.



          IX. ANTISSÉPTICOS E DESINFETANTES
          1. ANTISSÉPTICOS
          ORIENTAÇÃO GERAL: substâncias para uso tópico que contêm iodo devem ser usadas com cautela durante a lactação, porque o iodo pode ser absorvido e concentrado no leite materno, atingindo níveis que são tóxicos para o bebê.
Clorexidina
Compatível com a amamentação.
Iodopovidona
Uso criterioso. Pode aumentar os níveis
de iodo no leite materno e alterar a
concentração neonatal de hormônio
tireoestimulante-TSH.
Peróxido de hidrogênio
Compatível com a amamentação.


          2. DESINFETANTES
Glutaral ou glutaldeído
Compatível com a amamentação.
Hipoclorito de sódio
Compatível com a amamentação.



          X. DIURÉTICOS
          ORIENTAÇÃO GERAL: a maior parte dos diuréticos são ácidos fracos, que passam pouco para o leite materno. Entretanto, em doses elevadas e por tempo prolongado, podem reduzir a produção de leite.
Amilorida
Compatível com a amamentação.
Clorotiazida
Compatível com a amamentação.
Espironolactona
Compatível com a amamentação.
Furosemida
Compatível com a amamentação.
Hidroclorotiazida
Compatível com a amamentação.
Pode inibir a lactação.
Manitol
Compatível com a amamentação.



          XI. DROGAS CARDIOVASCULARES
          ORIENTAÇÃO GERAL:
          1. BETABLOQUEADORES: segundo o British Joint Formulary Committee (1998-99), os betabloqueadores e o labetalol (alfa e betabloqueador) são excretados no leite materno em pequenas concentrações que dificilmente afetam a criança. Entretanto, deve-se monitorar o lactente pela possibilidade de toxicicade. Acebutalol, atenolol, metoprolol, nadolol e sotalol são excretados em maior quantidade. Recomenda-se monitorar a criança para bradicardia, hipotensão e cianose, além de maior cuidado nos lactentes com função hepática e renal comprometida.
         2. DIURÉTICOS: são relativamente seguros, mas podem potencialmente causar desidratação no lactente. A maior parte dos diuréticos são ácidos fracos que passam pouco para o leite materno. Entretanto, em doses elevadas e por tempo prolongado, podem reduzir a produção de leite.
Ácido acetil salicílico
Compatível com a amamentação em
pequenas doses. Vide analgésicos.
Ácido amino-capróico
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Amiodarona
Contra-indicada na amamentação pelo
risco de liberação de grande quantidade
de iodo e pela sua eliminação lenta
(meia vida de 20 a 11 8 dias).
Aprotinina
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Droga não absorvida pelo trato
gastrintestinal.
Atenolol
Uso criterioso. Se o bebê é prematuro ou
tem menos de 1 mês de vida, monitore
para efeitos colaterais.
Captopril
Compatível com a amamentação.
Excretado no leite materno.
Diazóxido
Uso criterioso. No há dados disponíveis.
Digitoxina
Compatível com a amamentação.
Digoxina
Compatível com a amamentação.
Diltialzem
Compatível com a amamentação.
Excretado no leite materno em
quantidades significativas, porém sem
efeitos adversos conhecidos.
Dinitrato de isosorbida
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Dipiradamol
Compatível com a amamentação.
Excretado no leite materno em baixas
concentrações, sem efeitos adversos
conhecidos.
Disopiramida
Compatível com a amamentação.
Excretada no leite materno sem efeitos
adversos conhecidos.
Enalapril
Compatível com a amamentação. Não
se detecta no leite materno.
Estreptoquinase
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Flecainida
Compatível com a amamentação.
Excretada no leite materno sem efeitos
Adversos conhecidos.
Hidralazina
Compatível com a amamentação.
Excretada no leite materno sem efeitos
adversos conhecidos.
Hidroclorotiazida
Compatível com a amamentação.
Isoproterenol
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Labetalol
Compatível com a amamentação. Para
uso prolongado e doses elevadas,
monitore o bebê para efeitos colaterais.
Lidocaina
Compatível com a amamentação.
Metildopa
Compatível com a amamentação.
Excretada no leite materno em baixas
concentrações.
Metoprolol
Compatível com a amamentação.
Excretado no leite materno em
quantidades significativas, porém sem
efeitos adversos conhecidos.
Mexiletina
Compatível com a amamentação.
Excretada no leite materno sem efeitos
adversos conhecidos.
Minoxidil
Compatível com a amamentação.
Excretado no leite materno em
quantidades significativas, porém sem
efeitos adversos conhecidos.
Mononitrato de isosorbida
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Nadolol
Uso criterioso, especialmente se o bebê
é prematuro ou tem menos de 1 mês de
vida. Monitore o bebê para efeitos
colaterais.
Nifedipina
Compatível com a amamentação.
Excretada no leite materno em baixas
concentrações (menos de 5% da dose terapêutica)
Nitroglicerina
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Nitroprussiato de sódio
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Pindolol
Uso criterioso. Se o bebê é prematuro
ou tem menos de 1 mês de vida,
monitore para efeitos colaterais.
Procainamida
Compatível com a amamentação.
Entretanto, os dados sobre efeitos do
uso prolongado são insuficientes.
Propanolol
Compatível com a amamentação. Para
uso prolongado e doses elevadas,
monitore o bebê para efeitos colaterais
como bradicardia, hipoglicemia e
cianose.
Propatilnitrato
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Quinidina
Compatível com a amamentação.
Excretada no leite materno em
quantidades significativas. 
Reserpina
Uso criterioso. Excretada no leite materno.
Pode causar congestão nasal no lactente.
Sotalol
Uso criterioso. Se o bebê é prematuro ou
tem menos de 1 mês de vida, monitore
para efeitos colaterais.
Uroquinase
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Verapamil
Compatível com a amamentação.



          XII. DROGAS PARA O APARELHO RESPIRATÓRIO
          1. ANTIASMÁTICOS
Acetonida de triancinolona
Compatível com a amamentação. Vide
corticoesteróides.
Adrenalina ou epinefrina
Compatível com a amamentação.
Destruído no tubo digestivo do recém
nascido.
Aminofilina
Uso criterioso. É compatível com a
amamentação em doses habituais por
curto período. Atinge concentrações no
leite materno entre 6,7 e 20% da dose
terapêutica do recém-nascido. Observar
irritabilidade, náuseas e vômitos.
Brometo de ipratrópio
Compatível com a amamentação. Pouco
absorvido, atinge níveis sangüíneos muito
baixos.
Budesonida
Compatível com a amamentação. Vide
corticoesteróides.
Cetotifeno
Uso criterioso. Vide anti-histamínicos.
Cromoglicato de sódio
Compatível com a amamentação.
Atinge baixas concentrações no plasma
materno (absorção de 10% ou menos
da dose inalada).
Dipropionato de beclomelasona
Compatível com a amamentação. Vide
corticoesteróides.
Fenoterol
Compatível com a amamentação.
Baixas concentrações no leite materno,
sobretudo no caso de preparados para
inalação.
Flunisolida
Compatível com a amamentação. Vide
corticoesteróides.
Montelucaste
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Nedocromil
Compatível com a amamentação.
Quantidades desprezíveis no leite
materno.
Propionato de fluticasona
Compatível com a amamentação. Vide
corticoesteróides.
Salbutamol
Compatível com a amamentação.
Baixas concentrações no leite materno,
sobretudo no caso de preparados para
inalação.
Salmeterol
Uso criterioso por dados insuficientes.
Entretanto , atinge baixas concentrações
no plasma materno.
Teofilina
Uso criterioso. É compatível com a
amamentação em doses habituais por
curto período. Atinge concentrações no
leite materno entre 6,7 e 20% da dose
terapêutica do recém-nascido. Observar
irritabilidade, náuseas e vômitos.
Terbutalina
Compatível com a amamentação. Baixas
concentrações no leite materno sobretudo
no caso de preparados para inalação.


          2. OUTRAS DROGAS
Acebrofilina ou teofilinato de ambroxol
Compatível com a amamentação em
doses habituais.
Butamirato
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Clobutinol
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Codeína
Compatível com a amamentação em
doses habituais. Monitorizar para sedação.
Dextrometorfano
Compatível com a amamentação em
doses habituais. Monitorizar para sedação.
Dropopizina
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Efedrina
Uso criterioso. Observar agitação,
distúrbios do sono e irritabilidade.
Expectorantes /Mucolíticos
Compatíveis com a amamentação.
Exceto iodeto de potássio.
Fedrilato
Uso criterioso. Dados insuficientes.
Fenilefrina
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Fenoxazolina
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Iodeto de potássio
Uso criterioso. Pode levar a acúmulo de
iodo no leite materno e afetar a função
tireoidiana do recém-nascido.
Nafazolina
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Oximetazolina
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Pipazetato
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Pseudo-efedrina
Compatível com a amamentação.
Baixas concentrações no leite materno.



          XIII. DROGAS DE AÇÃO GASTRINTESTINAL
          1. ANTIÁCIDOS E OUTRAS DROGAS ANTIULCEROSAS
Carbonato de cálcio
Compatível com a amamentação.
Cimetidina
Compatível com a amamentação. É
excretada no leite materno, tendo sido
observadas concentrações superiores às
do asma materno. Teoricamente pode
determinar estimulação do SNC e
suprimir a atividade gástrica do lactente.
Estes efeitos não foram relatados. A
Academia Americana de Pediatria
(1994) inclui na lista de drogas
compatíveis com a amamentação.
Famotidina
Compatível com a amamentação.
Hidróxido de alumínio
Compatível com a amamentação.
Hidróxido de magnésio
Compatível com a amamentação.
Lansoprazol
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Omeprazol
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Pantoprazol
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Ranitidina
Compatível com a amamentação.
Teoricamente pode diminuir a atividade
gástrica do lactente, mas ainda não foi
descrito.
Trissilicato de magnésio
Compatível com a amamentação.



          2. DROGAS ANTIEMÉTICAS
Alizaprida
Compatível com a amamentação.
Bromoprida
Compatível com a amamentação, por
curto período de tratamento.
Cisaprida
Compatível com a amamentação.
Difenidol
Compatível na amamentação.
Dimenidrinato
Compatível com a amamentação.
Domperidona
Compatível com a amamentação.
Ganisetrona
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Metoclopramida
Compatível com a amamentação.
Seguro por curto período de tratamento.
Evitar uso prolongado. Observar sedação
e efeitos extrapiramidais no lactente.
Aumenta a produção de leite.
Ondansetrona
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.


          3. DROGAS ANTIESPASMÓDICAS
Atropina
Compatível com a amamentação.
Passa para o leite materno. Observar o
bebê para constipação, taquicardia,
elevação da temperatura, distúrbios do
SNC e retenção urinária. Pode diminuir
a produção de leite.
Hioscina
Compatível com a amamentação.
Homatropina
Compatível com a amamentação.


          4. DROGAS CATÁRTICAS (LAXANTES)
          ORIENTAÇÃO GERAL: são drogas habitualmente usadas na puérpera. É possível aliviar a constipação sem recorrer a laxantes. Preferir medidas dietéticos, e se necessário usar os laxantes formadores de massa (de origem vegetal) ou os lubrificantes. Evitar o uso dos laxantes estimulantes e salinos, irritantes da mucosa intestinal, porque aumentam a peristalse intestinal com inibição da reabsorção de água no intestino. Podem afetar a função intestinal da criança.
          (a) LAXANTES DE ORIGEM VEGETAL (FORMADORES DE MASSA)
ORIENTAÇÃO GERAL: são os mais seguros. Durante seu uso recomenda-se tomar quantidade substancial de líquido.
Ágar
Compatível com a amamentação.
Carmelose (carboximetilcelulose)
Compatível com a amamentação.
Farelo
Compatível com a amamentação.
Fibra dietética
Compatível com a amamentação.
Goma estercúlia
Compatível com a amamentação.
Ispagula
Compatível com a amamentação.
Metilcelulose
Compatível com a amamentação.
Mucilóide hidrofílico de psílio
Compatível com a amamentação.


          (b) LAXANTES ESTIMULANTES
          ORIENTÇÃO GERAL: também conhecidos como laxantes de contato. Podem afetar a função intestinal da criança.

Ácido desidrocólico
Uso criterioso
Bisacodil
Uso criterioso
Cáscara sagrada
Uso criterioso. Pode ser excretada no leite materno
Cássia
Uso criterioso
Dantrona
Uso criterioso. Pode ser excretada no leite materno
Docusato sódico
Uso criterioso
Fenoftaleína
Uso criterioso
Frângula
Uso criterioso
Óleo de rícino
Uso criterioso
Picossulfato sódico
Uso criterioso
Senna
Uso criterioso




          (c) LAXANTES LUBRIFICANTES
          ORIENTAÇÃO GERAL: são preferíveis em relação aos estimulantes e salinos. Recomenda-se o aumento da ingestão de líquidos.


          Óleo mineral                                         Compatível com a amamentação.



          (d) LAXANTES SALINOS
          ORIENTAÇÃO GERAL: são preferíveis em relação aos estimulantes e salinos. Recomenda-se o aumento da ingestão de líquidos.
Álcoois poliídricos (sorbitol)
Uso criterioso.
Compostos de magnésio
Uso criterioso. Podem ser excretados no
leite materno.
Sais de sódio
Uso criterioso.



          XIV. DROGAS QUE ATUAM NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

          1. ANTICONVULSIVANTES (ANTIEPILÉPTICOS)

          ORIENTAÇÃO GERAL: são drogas de uso criterioso quando em doses elevadas ou uso prolongado. No lactente podem provocar sedação, sucção fraca, ganho ponderal insuficiente. Relato de um caso de metahemoglobinemia com fenobarbital e difenil-hidantoína.
          1°ESCOLHA: se possível, preferir carbamazepina ou ácido valpróico.
Ácido Valpróico
Compatível com a amamentação.
Baixas concentrações no leite materno. Observe o bebê para efeitos colaterais como icterícia.
Carbamazepina
Compatível com a amamentação.
Monitorar o bebê para efeitos colaterais
como vômitos, icterícia, sonolência.
Clonazepam
Compatível com a amamentação.
Monitorar o bebê para efeitos colaterais
como depressão do SNC, apnéia.
Diazepam
Compatível com a amamentação em
doses esporádicas.
Difenil-hidantoína (Fenitoína)
Compatível com a amamentação.
Monitorar o bebê para efeitos colaterais como vômitos, tremores, cianose e sonolência.
Etosuximida
Uso criterioso. Concentrações significativas
no leite materno. Monitorar o bebê para
efeitos colaterais como hiperexcitabilidade
e sonolência. Evite se possível.
Fenobarbital
Compatível com a amamentação.
Monitorar o bebê para efeitos colaterais.
Primidona
Compatível com a amamentação.
Concentrações significativas no leite
materno. Monitorar o bebê para efeitos
colaterais.


          2. ANTIDEPRESSIVOS
          ORIENTAÇÃO GERAL: são drogas de uso criterioso quando em doses elevadas ou uso prolongado. Sempre que possível, preferir os antidepressivos de baixa concentração no leite materno. Monitorar o bebê nos casos de uso prolongado, pelo risco de efeito cumulativo.
          1°ESCOLHA: se possível, preferir clomipramina.
Amineptina
Uso criterioso. Não há dados sobre
passagem para o leite materno. Risco
de inibir a prolactina. Observar
sonolência e efeitos anticolinérgicos,
sobretudo em tratamentos prolongados.
Amitriptilina
Compatível até 150 mg/dia. É excretada
no leite materno, mas não foi detectada no
soro do recém-nascido. Estima-se no leite
cerca de 1 % da dose materna. Observar
sonolência e efeitos anticolinérgicos,
sobretudo em tratamentos prolongados.
Carbonato de lítio
Uso criterioso. Observar efeitos colaterais
como inquietação, fraqueza e hipotermia.
Citalopram
Compatível com a amamentação em
doses habituais. Baixas concentrações
no leite materno.
Clomipramina
Compatível com a amamentação.
Excretada no leite materno em baixas
concentrações. Até o momento nenhuma
evidência de acúmulo em lactentes foi
detectada em exposição prolongada.
Desipramina
Uso criterioso. Metabólito da imipramina.
Observar sonolência e efeitos
anticolinérgicos, sobretudo em tratamentos
prolongados.
Doxepina
Uso criterioso. Deve ser evitada. O
acúmulo de seus metabólitos pode causar
sedação e depressão respiratória no
lactente.
Fluoxetina
Compatível com a amamentação em
doses habituais. Concentrações
significativas no leite materno.
Imipramina
Uso criterioso. Baixas concentrações no
leite materno. Observar sonolência e
efeitos anticolinérgicos, sobretudo em
tratamentos prolongados.
Maprotilina
Compatível com a amamentação em
doses habituais. Excretada no leite
materno em baixas quantidades.
Mianserina
Compatível com a amamentação em
doses habituais. Baixas concentrações no
leite materno.
Minaprina
Uso criterioso. Sem dados sobre passagem
para o leite materno.
Moclobemida
Compatível com a amamentação em
doses habituais. Baixas quantidades no
leite materno. Pode estimular a produção
de prolactina.
Nefazodona
Uso criterioso. Alta ligação protéica
(99%). Excreção no leite materno em
animais. Ainda não há dados seguros
disponíveis.
Nortriptilina
Compatível. Metabólito da amitriptilina.
Excretada em baixas concentrações no
leite materno. Até o momento nenhuma
evidência de acúmulo em lactentes foi
detectada, em exposição prolongada.
Paroxetina
Uso criterioso. Concentrações no leite
materno semelhantes às do plasma.
Sertralina
Compatível com a amamentação em
doses habituais. Baixas concentrações no
leite materno.
Venlafaxina
Uso criterioso. Sem dados disponíveis
sobre a passagem para o leite materno.


          3. ANTIPSICÓTICOS
          ORIENTAÇÃO GERAL: são drogas de uso criterioso quando em doses elevadas ou uso prolongado. Podem provocar sonolência e letargia no lactente.
Amissulprida
Uso criterioso. Estimula a produção de
prolactina podendo provocar galactorréia.
Sem dados disponíveis sobre a passagem
para o leite materno. Observe o bebê.
Clorpromazina
Compatível com a amamentação em
doses habituais. Observe o bebê para
sonolência e letargia.
Droperidol
Uso criterioso. Monitorize o bebê.
Flufenazina
Compatível com a amamentação em
doses habituais. Observe o bebê para
sonolência e letargia.
Haloperidol
Compatível com a amamentação em
doses habituais.
Levopromazina
Compatível com a amamentação em
doses habituais. Observe o bebê para
sonolência e letargia.
Periciazina
Compatível com a amamentação em
doses habituais. Observe o bebê para
sonolência e letargia.
Pimozida
Uso criterioso. Estimula a produção de prolactina podendo provocar galactorréia. Sem dados disponíveis sobre a passagem para o leite materno. Observe o bebê.
Pipotiazina
Compatível com a amamentação em doses habituais. Observe o bebê para
sonolência e letargia.
Risperidona
Uso criterioso. Estimula a produção de
prolactina podendo provocar galactorréia.
Sem dados disponíveis sobre a passagem
para o leite materno. Observe o bebê.
Sulpirida
Uso criterioso. Concentrações significativas no leite materno. Estimula a produção de prolactina podendo provocar galactorréia. Observe o bebê.
Tiaprida
Uso criterioso. Estimula a produção de
prolactina podendo provocar galactorréia.
Sem dados disponíveis sobre a passagem
para o leite materno. Observe o bebê.
Tioridazina
Compatível com a amamentação em
doses habituais. Observe o bebê para
sonolência e letargia.
Trifluperazina
Compatível com a amamentação em
doses habituais. Observe o bebê para
sonolência e letargia.



          4. DROGAS ANTIPARKINSONIANAS
Amantadina
Uso criterioso. Evitar se possível. Pode
inibir a lactação.
Biperideno
Uso criterioso. Evitar se possível. Pode
inibir a lactação.
Levodopa + Carbidopa
Uso criterioso. Evitar se possível. Pode
inibir a lactação.


          5. DROGAS CONTRA ENXAQUECA
Ácido acetil salicílico
Compatível com a amamentação em
doses ocasionais. Evitar uso prolongado.
Monitorizar para anemia hemolítica,
sangramento e acidose metabólica.
Dipirona
Compatível com a amamentação.
Ergotamina
Uso criterioso. Evite se possível. Pode
causar ergotismo (vômitos, diarréia,
convulsões) e suprimir a lactação. Nos
preparados comerciais geralmente está
associada com cafeína, analgésico e
anti-emético.
Isomepteno
Uso criterioso. Evitar se possível.
Paracetamol
Compatível com a amamentação.
Propanolol
Compatível com a amamentação.
Monitorizar o bebê para efeitos colaterais
como bradicardia, cianose e hipoglicemia.
Sumatriptana
Uso criterioso. Excretada no leite
materno. Evitar se possível. Se for utilizada
suspenda o aleitamento por 24 horas.



          6. SEDATIVOS E HIPNÓTICOS

          ORIENTAÇÃO GERAL: Constituem o grupo dos benzodiazepínicos. São drogas de uso criterioso quando em doses elevadas ou uso prolongado. No lactente podem provocar sedação, sucção fraca, ganho ponderal insuficiente e letargia. Evitar doses repetidas.

         1° ESCOLHA: Se possível, preferir oxazepam ou lorazepam por serem de curta duração.
Alprazolom
Compatível com a amamentação. Meia
vida curta a intermediária. Em doses
repetidas o acúmulo é mínimo.
Observar o bebê para efeitos colaterais.
Bromazepam
Compatível com a amamentação.
Observar o bebê para efeitos colaterais.
Clonazepam
Compatível com a amamentação. Ver
anticonvulsivantes.
Clordiazepóxido
Compatível com a amamentação.
Monitorar o bebê para efeitos colaterais.
Cloxazolam
Compatível com a amamentação.
Monitorar o bebê para efeitos colaterais.
Diazepam
Compatível com a amamentação. Ver
anticonvulsivantes.
Flunitazepam
Compatível com a amamentação.
Monitorar o bebê para efeitos colaterais.
Lorazepam
Compatível com a amamentação.
Preferível por ter meia vida curta. Monitorar
o bebê para possíveis efeitos colaterais.
Midazolam
Compatível com a amamentação.
Monitorar o bebê para efeitos colaterais.
Oxazepam
Compatível com a amamentação.
Preferível por ter meia vida curta. Monitorar
o bebê para possíveis efeitos colaterais.


         XV. DROGAS HEMAT0LOGICAS E PRODUTOS DO SANGUE
         1. DROGAS ANTIANÊMICAS
Ácido folínico
Compatível com a amamentação.
Ácido fólico
Compatível com a amamentação.
Ferriprotinato
Compatível com a amamentação.
Ferromaltose
Compatível com a amamentação.
Fumarato ferroso
Compatível com a amamentação.
Gluconato ferroso
Compatível com a amamentação.
Hidroxicobalamina
Compatível com a amamentação.
Quelato de glicinato de ferro
Compatível com a amamentação.
Sacarato de óxido ferroso
Compatível com a amamentação.
Sulfato ferroso
Compatível com a amamentação.


         2. DROGAS QUE AFETAM A COAGULAÇÃO
Desmopressina
Compatível com a amamentação.
Dicumarol
Compatível com a amamentação.
Baixas concentrações no leite materno.
Etil biscumacetato
Uso criterioso. Excretado no leite materno.
Fenindiona
Contra-indicada na amamentação.
Risco de hemorragia no recém-nascido.
A maior via de excreção é leite materno.
Fitomenadiona
Compatível com a amamentação.
Heparina
Compatível com a amamentação.
Sulfato de protamina
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Warfarin
Compatível com a amamentação.
Baixas concentrações no leite materno.


         3. SUBSTITUTOS DO PLASMA E FRAÇÕES PLASMÁTICAS
Albumina humana
Compatível com a amamentação.
Concentrado de complexo de fator IX
Compatível com a amamentação.
Concentrado de fator VIII
Compatível com a amamentação.
Dextrano 70
Compatível com a amamentação.
Poligelina
Compatível com a amamentação.


         XVI. HORMÔNIOS E ANTAGONISTAS
         1. HORMÔNIOS ADRENAIS, CONGÊNERES E SINTÉTICOS

         ORIENTAÇÃO GERAL: os corticosteróides usados por curta duração são geralmente compatíveis com a amamentação se utilizados até 50 mg/dia de equivalência à prednisona ou prednisolona. Entretanto, como terapia de longo prazo, a dose deve ser inferior a 10mg/dia de equivalência à prednisona ou prednisolona. Se inalados e usados a longo prazo, a dose máxima não deve exceder a 50mg/dia de equivalência à prednisona ou prednisolona.
         Nota: Tabela de equivalência das doses antiinflamatórias de glicocorticóides:

DROGA
DOSE
Betametasona
0,75
Acetato de Cortisona
25
Dexametasona
0,75
Hidrocortisona
20
Metilprednisolona
4
Prednisolona
5
Prednisona
5
Triancinolona
4

         (a) CORTICOSTERÓIDES
Beclometasona
Compatível com a amamentação.
Betametasona
Compatível com a amamentação.
Budesonida
Compatível com a amamentação.
Cortisona
Compatível com a amamentação.
Deflazacort
Compatível com a amamentação.
Dexametasona
Compatível com a amamentação.
Flunisolida
Compatível com a amamentação.
Fluticasone
Compatível com a amamentação.
Hidrocortisona
Compatível com a amamentação.
Metilpredinisolona
Compatível com a amamentação.
Prednisolona
Compatível com a amamentação.
Prednisona
Compatível com a amamentação.
Triancinolona
Compatível com a amamentação.

(b) ANDROGÊNIOS
Contra-indicados durante amamentação.
Podem desencadear masculinização em
meninas e desenvolvimento precoce em
meninos. Altas doses podem suprimir a
lactação.


         2. HIPOGLICEMIANTES ORAIS, INSULINA E ANÁLOGOS
         (a) HIPOGLICEMIANTES ORAIS
         ORIENTAÇÃO GERAL: podem passar para o leite materno. Monitorar criteriosamente o bebê para reações de hipersensibilidade generalizada, reações dermatológicas, náuseas, vômitos, icterícia colestática, agranulocitose, anemias aplásica e hemolítica.
Clorpropramida
Uso criterioso. Dados insuficientes.
Glibenclamida
Uso criterioso. Dados insuficientes.
Gliclazida
Uso criterioso. Dados insuficientes.
Glipizida
Uso criterioso. Dados insuficientes.

(b) INSULINA
Compatível com a amamentação. Não
passa para o leite materno.



         3. HORMÔNIOS TIREQIDIANOS E DROGAS ANTITIREQIDIANAS:
Carbamizol
Uso criterioso. As concentrações no leite
materno podem ser suficientes para
afetar a função tireoidiana do lactente.
Monitorar o lactente para evitar
hipotireoidismo.
Levotiroxina sódica
Compatível com a amamentação. Não
passa para o leite materno.
Metimazol
Uso criterioso. Monitorar o lactente para
evitar hipotireoidismo.
Propiltiuoracil
Uso criterioso. É considerada a droga
mais segura, pelas baixas concentrações
no leite materno. Recomenda-se não
exceder a dose de 150mg/dia. Monitorar
o lactente para evitar hipotireoidismo.


         4. CONTRACEPTIVOS
         ORIENTAÇÃO GERAL: dentre os métodos hormonais, aqueles somente com progestogênio devem ser preferidos, sobretudo os injetáveis e implantes, por sua eficácia na contracepção, sem interferir com o aleitamento.
(a) MÉTODOS DE BARREIRA
Compatíveis com a amamentação. A
nutriz pode usar a camisinha feminina, os
espermaticidas e o diafragma. A camisinha, o diafragma e os espermaticidas (nonoxynol-9 e octoxynol-9) podem ser usados em qualquer período do pós-parto, pois não interferem na lactação.
(b) DISPOSITIVO INTRA-UTERINO (DIU)
Compatível com a amamentação.
Inclusive o que contêm progestogênio.
(c) ACETATO DE MEDROXIPROGESTERONA
Compatível com a amamentação. Recomenda-se que seu uso seja postergado até a 6ª semana de pós-parto, aguardando que o sistema hepático da criança esteja mais desenvolvido, principalmente em recém-nascidos prematuros.
(d) LEVONORGESTREL
Compatível com a amamentação.
(e) LINESTRENOL
Compatível com a amamentação.
(f) NORETISTERONA (NORETINDRONA)
Compatível com a amamentação.
(g) ANTICONCEPCIONAL HORMONAL
COMBINADO 
Contra-indicado na amamentação. O
componente estrogênico diminui a
produção de leite materno. Entretanto,
a partir do 6° mês este efeito é reduzido.


         5. OCITÓCICOS E ANTIOCITÓCICOS 
  
         (a) OCITÓCICOS
         ORIENTAÇÃO GERAL: estimulam a motilidade uterina.
Ergonovina
Uso criterioso. Pode causar ergotismo
(vômitos, diarréia e convulsões).
Mifepristone ou RU 486
Contra-indicado na amamentação. Dados
insuficientes.
Misoprostol
Contra-indicado na amamentação. Dados
insuficientes.
Ocitocina
Uso criterioso. O uso prolongado pode
causar dependência quanto ao reflexo
de ocitocina da mãe.


         (b) ANTIOCITÓCICOS
         ORIENTAÇÃO GERAL: inibem a motilidade uterina.
Indometacina
Uso criterioso. Excretada no leite materno
em quantidades significativas. Foi
relatado um caso de convulsão no bebê.
Ritodrina
Uso criterioso. Dados insuficientes.
Monitorar o bebê.
Salbutamol
Compatível com a amamentação. Baixas
concentrações no leite materno, sobretudo
no caso de preparados para inalação.
Sulfato de magnésio
Uso criterioso. Dados insuficientes.
Monitorar o bebê.


         6. OUTROS ANTAGONISTAS HORMONAIS
         ORIENTAÇÃO GERAL: suprimem a lactação.



         XVII. PREPARAÇÕES PARA A PELE E MUCOSAS
         ORIENTAÇÃO GERAL: preparações tópicas geralmente não são excretadas no leite materno em quantidades significativas.
         1. ESCABICIDAS / PEDICULICIDAS
Bromoergocriptina
Contra-indicada durante a amamentação.
Cabergolina
Contra-indicada durante a amamentação.
Lisurida
Contra-indicada durante a amamentação.
Tamoxifen
Contra-indicada durante a amamentação.
Benzoato de benzila
Compatível com a amamentação.
Praticamente não tem absorção
sistêmica. É um irritante primário.
Deltramina
Compatível com a amamentação.
Praticamente não é absorvida.
Enxofre
Compatível com a amamentação. Não
é absorvido.
Ivermectina
Uso criterioso. Não há dados disponíveis.
Lindano
Uso criterioso. É excretado no leite
materno. Significativa absorção sistêmica.
Há relatos de neurotoxicidade.
Monossulfiram
Uso criterioso. Significativa absorção
sistêmica. Pode ser usado em recém-
nascidos.
Permetrina
Compatível com a amamentação.
Baixa absorção sistêmica.
Tiabendazol
Compatível com a amamentação. O
uso tópico não está relacionado a
grandes efeitos colaterais.

         2. DROGAS ANTIFÚNGICAS
Ácido benzóico + ácido salicílico
Compatível com a amamentação.
Cetoconazol
Cetoconazol
Clortrimazol
Compatível com a amamentação.
Fluconazol
Compatível com a amamentação.
Isoconazol
Uso criterioso.
Itraconazol
Uso criterioso.
Miconazol
Compatível com a amamentação.
Nistatina
Compatível com a amamentação.
Sulfeto de selênio
Compatível com a amamentação.
Terconazol
Uso criterioso.
Tiosulfato de sódio
Compatível com a amamentação.


         3. DROGAS ANTIINFECCIOSAS
lodopovidona
Uso criterioso. Pode aumentar os níveis
de iodo no leite materno e alterar a
concentração neonatal do hormônio
tireoestimulante-TSH.
Neomicina + bacitracina
Compatível com a amamentação
Sulfadiazina de prata
Compatível com a amamentação.
Violeta de genciana
Compatível com a amamentação.


         4. DROGAS ANTIINFLAMATÓRIAS E ANTIPRURIGINOSAS
Corticoesteróides tópicos
Compatíveis com a amamentação.
Preferir os de baixa dosagem,
especialmente quando usados na mama.
Loção de calamina
Compatível com a amamentação.

         5. DROGAS ADSTRINGENTES
Diacetato de alumínio
Compatível com a amamentação.


         6. AGENTES QUERATOPLÁSTICOS E QUERATOLÍTICOS 
Ácido salicílico
Compatível com a amamentação.
Ácido tricloroacético - TCA
Compatível com a amamentação.
Benzoil peróxido
Compatível com a amamentação.
Carvão em pó (coaltar)
Compatível com a amamentação.
Ditranol
Compatível com a amamentação.
Fluoruracila
Contra-indicada na amamentação.
Vide drogas antineoplásicas.
Resina de podofilina
Compatível com a amamentação.


         7. AGENTES BLOQUEADORES ULTRAVIOLETAS
Ácido p-aminobenzóico, fator de proteção solar
Compatível com a amamentação.
Benzofenonas (fator de proteção solar)
Compatível com a amamentação.
Óxido de zinco
Compatível com a amamentação.



         XVIII. VITAMINAS E MINERAIS
         ORIENTAÇÃO GERAL: as vitaminas quando usadas em doses superiores às necessidades nutricionais passam a ser medicamentos, com ação farmacológica cujos riscos devem ser avaliados.
Ácido fólico
Compatível com a amamentação.
Nicotinamida
Nicotinamida Compatível 
Riboflavina
Compatível com a amamentação.
Tiamina
Compatível com a amamentação.
Vitamina A
Compatível com a amamentação.
Vitamina B12
Compatível com a amamentação.
Vitamina B6 (piridoxina)
Compatível com a amamentação. Doses
elevadas podem inibir a lactação.
Vitamina C
Compatível com a amamentação.
Vitamina D
Compatível com a amamentação. Doses
elevadas podem causar hipercalcemia
no lactente.
Vitamina E
Compatível com a amamentação.
Excretada no leite. Risco teórico de
toxicidade em lactentes cujos mães
tomem altas doses.
Vitamina K
Compatível com a amamentação.



         XIX. MISCELÂNEA
         1. DROGAS DE VÍCIO/ABUSO
         ORIENTAÇÃO GERAL: nenhuma droga ou substância que cause dependência pode ser ingerida pelas mães lactantes, não só pelos efeitos sobre a criança, mas também pelos danos à saúde física e emocional das mesmas. O álcool apesar de estar aqui agrupado, em dose reduzida e esporádica, é considerado compatível com a amamentação. A AAP (1994) inclui as drogas abaixo relacionadas como não recomendadas durante a amamentação.
Álcool
É uma substância de rápida absorção,
atingindo níveis máximos em 15
minutos. Passa rapidamente do plasma
para o leite materno (geralmente de 30 a 60 minutos, retardando até 90 minutos quando ingerido com alimentos). Em doses elevadas pode causar sonolência, letargia e alteração no ganho ponderal. A ingestão materna de 1 g/kg diariamente, reduz o reflexo de ejeção de leite por bolqueio na liberação da ocitocina. Aconselha-se que após ingestão de 1 a 2 doses, a mãe evite amamentar nas próximas 2h, extraia o leite e despreze-o.
Anfetaminas
Concentrações significativas no leite
materno. Podem causar irritabilidade e
distúrbios do sono.
Cocaína/Crack
Pode provocar intoxicação cocaínica.
Fenciclidina
É um potente alucinógeno.
Heroína
Pode causar tremores, letargia, vômitos
e distúrbios do sono.
Maconha (marijuana)
Apresenta riscos para a criança,
sobretudo como fumante passivo.
Nicotina
É excretada no leite materno. Pode
causar efeitos como vômitos, diarréia,
taquicardia, sonolência e choque. Pode
reduzir a produção de leite. O
consumo de mais de 10 cigarros/dia é
considerado tóxico para o lactente.


         2. ALIMENTOS E AGENTES AMBIENTAIS
Aspartame
Uso criterioso, se a mãe ou o lactente
tem fenilcetonúria.
Cafeína
Compatível com a amamentação. A
cafeína pode acumular-se no leite. A
ingestão de 6 a 8 xícaras de qualquer
bebida com cafeína (incluídas as bebidas
tipo cola), podem acumular excesso de
cafeína e causar insônia e hiperatividade
nos lactentes. A nicotina potencializa os
efeitos da cafeína.
Chocolate (teobromina)
Compatível com a amamentação.
Baixas concentrações no leite materno.
Entretanto em quantidades excessivas
(mais de 450g/dia) pode causar
irritabilidade ou aumento da peristalse
intestinal no lactente. Efeito acumulativo
quando tomado com café ou teofilina.
DDT (metabólitos dieldrin aldrin) e outros inseticidas
A contaminação do leite por inseticidas, tem sido exaustivamente estudada, sem relato de efeitos adversos. Apenas em situações excepcionais de intensa
exposição, deve tornar-se motivo de preocupação.
Dieta vegetariana
Compatível com a amamentação.
Relato de sinais de deficiência de
vitamina B 12. Sugere-se complementar
a dieta da lactente com esta vitamina.
Glutamato monossódico
Uso criterioso. Não há dados, disponíveis.
Hexaclorobenzeno
Uso criterioso. Há relato de rash
cutâneo, diarréia, vômitos, urina escura
e neurotoxicidade.
Hexaclorofeno
Uso criterioso. É possível a contaminação
do leite a partir da lavagem do mamilo.
Metais pesados como mercúrio
cádmio, arsênico e chumbo 
Os níveis desses metais no leite, são
sempre muito inferiores aos maternos e
não há relato de efeitos adversos.

         BIBLIOGRAFIA
         1. Amamentação e Medicação Materna. Recomendações sobre drogas da 80 Lista Básica de Medicamentos da OMS. Tradução IBFAN. Instituto de Saúde, SP; 1996.

          2. American Academy of Pediatrics. Committee on Drugs.Transfer of drugs and other chemicals into human milk. Pediatrics 93 (1), 1994: 137-150.
         3. Briggs GG et al. Drugs in Pregnancy and Lactation. Ed. Willians & Wilkins. 4th.1994.
         4. British National Formulary 37 - Committee 1998 - 99. British Medical Association and Royal Pharmaceutical Society of Great Britain. London, UK. 1999.
         5. Comissão Nacional Especializada de Planejamento Familiar (FEBRASGO). Anticoncepção - Manual de Orientação. Ed. Projetos Manuais da FEBRASGO.1997.
         6. Dicionário das Especialidades Terapêuticas. JBM. 1998/99.
         7. Farwell AP & Braverman IE. Fármacos tireoidianos e antitireoidianos In: Goodman & Gilman. As Bases Farmacológicas da Terapêutica. Ed. Mc Graw HilI. 1996. 9ª ed.
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Por Lindsay Kaori Furuta
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